Novo marcador revela estado pré-diabético

Estudo da Johns Hopkins University

28 julho 2010
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Tendo descoberto um aumento dramático de uma enzima presente nas glóbulos vermelhos do sangue de pessoas com diabetes e pré-diabetes, cientistas da Johns Hopkins University School of Medicine, nos EUA, afirmam ser possível desenvolver um teste de rotina para detectar a doença antes do aparecimento dos primeiros sintomas ou complicações.

 

Várias investigações piloto anteriores tinham já dado nota de que os níveis da enzima O-GlcNAcase eram entre duas a três vezes mais elevados em pessoas com diabetes e pré-diabetes do que nas pessoas que não apresentam a patologia. Uma diferença considerada muito elevada.

 

Com base nos trabalhos anteriormente realizados, a equipa da Johns Hopkins University observou níveis elevados da enzima nos glóbulos vermelhos de pacientes com diabetes. A questão, agora, era saber se o aumento dos níveis desta enzima aconteceu nas primeiras fases da doença e, caso assim fosse, se poderia servir como ferramenta de diagnóstico.

 

Para descobrir a resposta, a estudante de química biológica, Kyoungsook Park, centralizou os seus estudos sobre os níveis da O-GlcNAcase, uma enzima que retira o O-GlcNAc dos glóbulos vermelhos. O O-GlcNAc modifica várias proteínas de forma a controlar as suas respostas aos nutrientes e ao stress. Nutrientes, como a glucose e lípidos, afectam a ligação entre o O-GlcNAc e estas proteínas, tal como acontece na diabetes, sendo prejudicial para as células. Nesta experiência, a cientista purificou os glóbulos vermelhos humanos, retirando-lhes o seu principal constituinte, a hemoglobina. Foram analisadas 36 amostras de pessoas sem a doença, 13 amostras de pré-diabetes e 53 de diabetes tipo 2, todas realizadas a partir de testes convencionais que exigem o jejum do paciente.

 

A investigadora ficou surpreendida quando mediu e comparou a quantidade da enzima dentro das células vermelhas, associada ao O-GlcNAc."Quando analisei os níveis da enzima e vi como eles diferiam radicalmente entre as células pré-diabéticas e as do grupo de controlo, pensei ter feito algo de errado (durante os testes) ", disse a cientista, citado pela EurekAlert, adiantando ter repetido o teste cinco vezes até acreditar que os resultados eram correctos.

 

Com base nos resultados, os cientistas esperam ter encontrado dados para o desenvolvimento de um teste rápido e seguro de detecção da pré-diabetes, o que irá contribuir para evitar que muitas pessoas evoluam para a doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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