Novo fármaco trata a perda de audição

Estudo publicado no “Purinergic Signalling”

04 julho 2010
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A perda de audição pode ser revertida com a ajuda de um novo fármaco, anuncia um estudo publicado no “Purinergic Signalling”.

 

A perda auditiva por exposição ao ruído é uma importante doença profissional, que coloca em risco cerca de 5% da população mundial. Ela é particularmente comum entre militares e trabalhadores industriais, nomeadamente da construção civil, das minas, silvicultora e indústria aeronáutica. Actualmente, os únicos tratamentos existentes para a perda de audição consistem na utilização de aparelhos auditivos e na colocação de implantes cocleares. A utilização de fármacos para a perda auditiva provocada pelo ruído só recentemente foi proposta, mas até à data não existe praticamente nenhum tratamento que possa reparar os danos ocorridos no ouvido interno e reduzir o impacto da perda de audição.

 

Para este estudo, investigadores da University of Auckland, na Nova Zelândia, liderados por Srdjan Vlajkovic, expuseram ratos a ruído de banda estreita, durante 2-24 horas, numa câmara acústica, de forma a induzir lesão coclear e perda permanente da audição. Aos animais foi depois administrado um placebo ou um agonista, ou seja, um activador, do receptor da adenosina do tipo A1. Os investigadores mediram a audição dos ratos antes e após os tratamentos, utilizando uma técnica conhecida como “audiometria de tronco encefálico” (ABR). Recorreram também a técnicas de histologia para determinar o número de células sensoriais cocleares que tinham sido destruídas e a produção de radicais livres após a exposição ao ruído.

 

O estudo revelou que, após a exposição ao ruído, os danos cocleares e a perda de audição nos ratos podem ser substancialmente reparados pela administração do agonista do receptor da adenosina do tipo A1. Porém, os autores verificaram que quanto mais cedo se administrava o tratamento melhor – o tratamento mais bem sucedido começava seis horas após a exposição ao ruído e envolvia múltiplas injecções do fármaco nos cinco dias subsequentes.

 

Em comunicado de imprensa, os autores da investigação concluem que “este estudo reforça o importante papel da sinalização da adenosina na atenuação de lesão coclear causada pelo stress oxidativo. Este agonista do receptor da adenosina do tipo A1 pode ser visto como um potencial agente terapêutico, que poderá ser utilizado nas lesões cocleares agudas ou induzidas por uma exposição prolongada ao ruído.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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