Novo fármaco reduz eficazmente o colesterol

Estudo publicado na revista “Lancet”

12 novembro 2012
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Investigadores americanos descobriram um novo fármaco capaz de reduzir significativamente os níveis de colesterol LDL ou “mau“ colesterol, refere um estudo publicado na revista “Lancet”.
 

Os indivíduos com colesterol elevado tomam habitualmente um fármaco utilizado para tratar este tipo de condição, as estatinas. Contudo, nem todas os pacientes conseguem reduzir eficazmente os níveis de colesterol LDL ou “mau“ colesterol, pois o seu organismo é incapaz de tolerar ou de responder eficazmente a este fármaco.
 

Para testar o efeito de um novo fármaco, o AMG 145, os investigadores do Brigham and Women's Hospital, nos EUA, contaram com a participação de 631 pacientes com colesterol elevado, que tinham entre 18 a 80 anos e que estavam a ser submetidos a um tratamento com estatinas.
 

O AMG 145 é um anticorpo monoclonal que se liga a uma proteína envolvida na destruição dos recetores do colesterol LDL. Como consequência, há um aumento deste tipo de recetores na superfície das células do fígado, o que ajuda a remover o colesterol LDL da corrente sanguínea.
 

Aos participantes foi administrado subcutaneamente, a cada duas ou quatro semanas, durante um total de 12 semanas, seis doses diferentes de AMG 145 e os respetivos controlos. O estudo apurou que, em comparação com a toma do placebo, a administração do anticorpo, a cada duas semanas, conduziu ,de uma forma dose dependente, a uma redução do nível de colesterol LDL de 42 para 66%, ao fim das 12 semanas. Para os pacientes que tomaram o fármaco cada quatro semanas houve uma redução, dose dependente, de 42 para 50% ao fim do mesmo tempo de tratamento.
 

Os investigadores verificaram que a administração, a cada duas semanas, da dose mais elevada do AMG 145 permitiu que 93,5% dos pacientes atingissem os níveis de colesterol desejados. Foi também verificado que este anticorpo não apresentava efeitos secundários significativos.
 

“As reduções observadas são extraordinárias, especialmente se for considerado que foram conseguidas com a toma de estatinas já em curso”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Robert Giugliano.
 

“Estes resultados são realmente entusiasmantes e podem fornecer um novo paradigma para o tratamento do colesterol LDL”, acrescentou ainda um outro autor do estudo, Marc Sabatine.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.  

 

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