Novo fármaco promove perda de peso e ajuda na sua manutenção

Estudo publicado na “Cell Metabolism”

01 agosto 2012
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Um novo fármaco consegue ajudar na perda de peso e na sua manutenção, refere um estudo publicado na “Cell Metabolism”.
 

O novo fármaco aumenta a sensibilidade à hormona leptina, um supressor natural do apetite. Apesar de o novo fármaco ter sido apenas testado em ratinhos, estes resultados poderão ter grandes implicações para o desenvolvimento de novos tratamentos para a obesidade.
 

Apesar de a leptina ser um supressor do apetite, os suplementos desta hormona não têm demonstrado ser eficazes na redução do peso corporal nos seres humanos. Os investigadores acreditam que isto ocorre devido à dessensibilização da leptina, ou seja, apesar da sua presença o organismo não consegue responder.
 

Os autores do estudo, do National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism, nos EUA, referem que apesar de não ser ainda claro o modo como esta dessensibilização ocorre, os recetores canabinóides, que medeiam a sensação de fome produzida pela marijuana e outros canabinóides naturais, parecem estar envolvidos.
 

Assim, o bloqueio destes recetores poderá funcionar como uma ferramenta eficaz na perda de peso, a longo prazo. Tendo em conta que a utilização de marijuana provoca fome, os investigadores liderados por George Kunos desenvolveram fármacos contra a obesidade que tinham por alvo o recetor canabinóide tipo 1 (CB1R).
 

Os investigadores desenvolveram, assim, um novo fármaco, o JD5037, que se associa ao CB1R e que, contrariamente a um outro anterior, não penetra no cérebro diminuindo assim os efeitos secundários.
 

O estudo apurou que a administração do JD5037 suprimiu o apetite nos animais, conduziu à perda de peso e melhorou ainda o metabolismo. Os animais não apresentaram sinais de ansiedade ou outros efeitos secundários associados ao comportamento.
 

“A obesidade é um problema de saúde crescente e há uma grande necessidade de encontrar novos tipos de fármacos para a tratar, bem como as suas complicações metabólicas, como a diabetes e a doença do fígado gordo”, conclui George Kunos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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