Novo fármaco promissor pós-enfarte apresentado na Nature

Medicamento pode reduzir danos nos tecidos coronários

28 abril 2006
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Um novo medicamento que evita os efeitos secundários da Proteína C Reactiva (PCR), um dos responsáveis por danos nos tecidos coronários em enfartes ou apoplexias, foi criado por uma equipa liderada por cientistas da University College London (UCL).
 

O estudo publicado na revista Nature refere que o novo composto, bis (fosfocolina)-hexano, inibiu todas as funções da PCR, em proveta, e bloqueou o seu efeito nos danos dos tecidos, num modelo experimental de ataque cardíaco.
 

 

Os pacientes com os maiores e mais persistentes aumentos da PCR sofrem uma maior mortalidade, assinala o estudo, que especifica que os níveis dessa proteína se depositam sempre dentro e à volta do tecido coronário danificado. Mark Pepys, da UCL, explicou que o objectivo da equipa científica é desenvolver um inibidor de PCR "o mais rapidamente possível" para experimentar em pacientes que tenham sofrido um enfarte. "O fármaco ser-lhes-ia ministrado assim que chegassem ao hospital. Se fosse eficaz, reduziria os danos cardíacos, limitando assim tanto a mortalidade como o tamanho da cicatriz nesse músculo", afirmou.
 

 

A PCR está normalmente presente no sangue em níveis residuais, mas a su a concentração aumenta bruscamente em quase todas as doenças, como traumatismos, infecções, apoplexias e doenças crónicas, como a artrite reumatóide ou a doença de Crohn. Os níveis da proteína C reactiva também sobem drasticamente com um enfarte. Na investigação colaboraram também as Universidades de Cambridge, Edimburgo e Southampton.
 

 

Fonte: Lusa
 

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