Novo fármaco impede que HIV infecte as células

Estudo publicado no “Journal of Virology”

23 agosto 2010
  |  Partilhar:

Cientistas da University of Utah, nos EUA, desenvolveram um novo fármaco, denominado “PIE12-Trimer”, que se mostrou eficaz ao impedir que o vírus HIV (causador da sida) infecte as células humanas. O estudo foi publicado no “Journal of Virology”.

 


O fármaco só foi testado em laboratório, mas a equipa, liderada por Michael Kay, espera iniciar os testes em humanos dentro dos próximos dois a três anos, para poderem avançar, caso tenham sucesso, para o desenvolvimento de um microbicida vaginal de uso tópico.

 


 O “PIE12-Trimer” é composto de três péptidos-D combinados que bloqueiam uma "região" sobre a superfície do vírus da sida, fundamental para a entrada do HIV na célula. Além dos testes bem-sucedidos realizados em laboratório, o que falta agora, segundo o líder da investigação, é que os ensaios clínicos comprovem a sua eficácia no homem.

 


Em geral, os péptidos têm um grande potencial terapêutico, mas, frequentemente, perdem a sua eficácia devido à sua rápida degradação quando entram no organismo. Neste sentido, os péptidos-D são versões modificadas dos péptidos naturais que têm uma maior resistência e não se degradam tão facilmente no corpo, o que lhes confere uma maior eficácia a longo prazo contra a doença. Apesar destas vantagens, os péptidos-D ainda não foram usados no ser humano.

 


 "O HIV pode rapidamente desenvolver resistências aos actuais medicamentos, por isso, há uma necessidade constante de investigação e desenvolvimento de novos fármacos com a esperança de estarmos um passo à frente da evolução do vírus", comenta Kay, em comunicado enviado pela própria universidade.

 


De facto, na sua disseminação pelo mundo, o HIV aparece em múltiplas versões e tem a capacidade de se transformar rapidamente para oferecer resistências aos fármacos actualmente em uso. Foi por essa razão que os cientistas usaram um modelo de vírus que contém uma "região" mais resistente - e também a mais frequente em todo o mundo, especialmente no sudeste asiático, América do Sul, EUA e África.

 


Para avançar com a experiência em humanos, a equipa fundou a empresa Kayak Biosciences, com o objectivo de poder vir a aplicar o novo fármaco a outros vírus, para além do da sida.

 


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.