Novo exame ao cancro do intestino salva milhares de vidas

Estudo do Imperial College London

04 maio 2010
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Um novo exame, com a duração de cinco minutos, pode reduzir até um terço o risco de desenvolver cancro do intestino, refere um estudo liderado por cientistas do Imperial College London.

 

A sigmoidoscopia flexível permite aos médicos analisar cancros e adenomas no recto e na região sigmóide do cólon, onde se desenvolvem cerca de dois terços dos casos de cancro colorrectal.
 

Este estudo, que teve a duração de 16 anos, mostrou que a sigmoidoscopia flexível realizada a homens e mulheres com idade entre os 55 e os 64 anos reduziu a incidência da doença em um terço, em comparação com um grupo de controlo que passou pelos procedimentos clínicos normais.

 

O teste, denominado "Flexi-Scope", detecta e permite a remoção dos pólipos na parede do intestino antes de estes se tornarem cancerosos.

 

De facto, no decorrer do estudo, a mortalidade por cancro do intestino foi reduzida em 43% no grupo que tinha realizado o exame Flexi-Scope em comparação com o grupo de controlo.

 

O ensaio clínico acompanhou 170.432 pessoas durante uma média de 11 anos, das quais 40.674 foram submetidas ao exame Flexi-Scope. "O estudo mostra, pela primeira vez, que usando este teste poderíamos reduzir drasticamente a incidência de cancro no intestino e o número de pessoas que morrem da doença. Nenhuma outra técnica de rastreio do cancro de intestino conseguiu impedir a doença. Os nossos resultados sugerem que a utilização do Flexi-Scope pode salvar milhares de vidas", disse a líder da investigação, Wendy Atkin, em comunicado enviado à imprensa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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