Novo dispositivo protege contra vírus da imunodeficiência

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

02 outubro 2013
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Investigadores americanos desenvolveram um novo dispositivo médico, um anel intravaginal, que é capaz proteger contra o vírus da imunodeficiência, revela um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

É habitual dizer que a epidemia do HIV/SIDA tem uma face feminina. Na verdade desde há uma década que proporção de mulheres infetadas com este vírus tem vindo aumentar. Mas este novo anel que contem um fármaco anti-retroviral pode ajudar a combater este aumento de casos.
 

Os investigadores da Universidade de Northwestern, nos EUA, referem que este dispositivo é de fácil utilização, apresenta uma longa duração, tendo sido demonstrado um taxa de 100% de sucesso na proteção dos primatas contra os vírus da imunodeficiência símia (SIV), o equivalente símio do vírus da imunodeficiência humana (HIV).
 

“Após 10 anos de trabalho, fomos capazes de desenvolver um anel intravaginal que protege contra múltiplas exposições do vírus durante um período longo de tempo”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Patrick Kiser.
 

Estudos anteriores demonstraram que os fármacos antirretrovirais podem impedir a infeção por HIV, mas os métodos de veiculação dos fármacos existentes não são muito cómodos e práticos. Os comprimidos têm de ser tomados diariamente em doses elevadas e os géis vaginais, que têm de ser aplicadas antes de cada ato sexual, são inconvenientes e têm um taxa de utilização baixa.
 

O novo anel é fácil de colocar e permanece no local ao longo de 30 dias. Uma vez que é colocado no local de transmissão, o anel denominado por TDF-IVR necessita de doses mais pequenas que aquelas utilizadas nos comprimidos.
 

Os investigadores referem que o anel contém um antirretroviral, o tenofovir, tomado oralmente por 3,5 milhões de indivíduos infetados com HIV em todo o mundo, o qual ainda não tinha sido utilizado topicamente
 

O ensaio clínico que já está programado para novembro e irá avaliar a eficácia do anel em 60 mulheres ao longo de 14 dias. Os investigadores referem que poderão ser integrados no anel outros fármacos, como contracetivos ou outros fármacos antirretrovirais de forma a impedir a transmissão de outras infeções sexualmente transmissíveis.
 

“A flexibilidade deste sistema tanto a nível dos fármacos que podem ser utilizados, como a taxa em que estes são libertados é extraordinário e pode ter um grande impacto na saúde da mulher”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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