Novo desfibrilhador retoma ritmo cardíaco sem tocar coração

Estudo publicado na revista “Circulation”

29 agosto 2013
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Um novo desfibrilhador portátil consegue detetar ritmos cardíacos anormais e administrar descargas para restaurar o ritmo cardíaco sem necessitar de cabos que toquem no coração. 

 

O desfibrilhador cardíaco de implante subcutâneo (S-ICD) é colocado por baixo da pele e possui um cabo que passa pelo esterno esquerdo do paciente. Os desfibrilhadores tradicionais implantáveis possuem fios condutores elétricos inseridos nas artérias que conduzem ao coração.

 

Martin Burke, principal investigador do estudo e diretor do Heart Rhythm Center da University of Chicago, EUA explica que “ o dispositivo distingue os ritmos normais, das arritmias que põe a vida em risco e se sentir uma dessas arritmias envia automaticamente uma descarga ao coração para repor o seu ritmo normal”.

 

Para o estudo, a equipa de investigadores contou com a participação de 314 pacientes, com uma média de idades de 52 anos, que utilizaram o dispositivo durante cerca de seis meses. Durante esse período, 21 dos participantes tiveram 38 episódios de fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular, que consistem em ritmos anormais que precedem as paragens cardíacas.

 

Em todos os casos, o ritmo cardíaco normal foi reposto. No entanto, 41 pacientes receberam descargas quando o coração não apresentava um ritmo perigoso. Não se registou qualquer complicação em 99% dos pacientes durante os seis meses que se seguiram ao seu implante nos pacientes. O dispositivo reconheceu e reverteu ritmos anormais e que punham a vida em risco em 100% dos casos.

 

Uma das vantagens deste dispositivo é a sua durabilidade, dado não necessitarem de tanta flexibilidade nos cabos, ao contrário dos desfibrilhadores clássicos, em que os cabos têm que ser flexíveis para poderem passar pelas artérias para chegar ao coração. Desta forma, este sistema é ideal para pacientes mais jovens que não recebem um sistema clássico devido às possíveis falhas que trarão com o passar do tempo. “ O coração bate 30 milhões de vezes por ano e esses batimentos provocam desgaste nesses cabos”.

 

No entanto, este aparelho não irá substituir os desfibrilhadores clássicos, já que o novo dispositivo não regula os batimentos do coração como o pacemaker.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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