Novo contraceptivo em desenvolvimento

Molécula inibidora da STAT3 promete reduzir efeitos secundários

23 janeiro 2006
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Uma equipa de cientistas da University of Cambridge, na Inglaterra, está a desenvolver um novo anticoncepcional com o objectivo de reduzir os efeitos secundários das tradicionais pílulas. Segundo a publicação americana “Procedimentos da Academia Nacional de Ciências”, os cientistas descobriram uma molécula - STAT3 - que ajuda o embrião a implantar-se no útero. Os cientistas acreditam que um fármaco que bloqueie a acção dessa molécula provavelmente actuará como contraceptivo sem afectar as hormonas ou aumentar o risco de coágulos sanguíneos, como a pílula. Os médicos demonstraram que a molécula desempenha um papel-chave, dado que sinaliza as células que revestem o interior do útero para que permitam que o embrião se fixe nas paredes – sem esse sinal, dizem os cientistas, a gravidez seria impossível. "Esses compostos podem ser contraceptivos eficazes se forem aplicados na dosagem correcta e se forem utilizados directamente no útero, como no formato de gel, por exemplo", disse o especialista. O estudo está a ser financiado pela Organização Mundial de Saúde como parte de um programa para identificar novas metas para o desenvolvimento de anticoncepcionais. Várias empresas farmacêuticas já estão em processo de investigação de um fármaco que bloqueie o efeito da STAT3, que também tem um papel importante na formação de tumores e diabetes. Médicos Na Internet

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