Novo composto mata seletivamente células tumorais

Estudo publicado na revista “Cancer Cell”

18 maio 2012
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Investigadores americanos identificaram um composto que mata seletivamente as células tumorais, através do restauro da função do supressor tumoral p53, uma das proteína mais comumente afetadas no cancro humano, dá conta um estudo publicado na revista “Cancer Cell”.

 

O p53 é capaz de identificar o stress celular e travar a proliferação celular, ou matar as células caso o dano seja irreparável. O gene que codifica esta proteína encontra-se mutado em mais de metade dos cancros humanos e a perda funcional do p53 tem vindo a ser associada com muitas características do cancro, nomeadamente agressividade, metastização e uma resposta pobre aos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. “O restauro da função do p53 através da utilização de fármacos há muito que tem sido reconhecido como uma estratégia interessante no tratamento do cancro”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Darren R. Carpizo. “Contudo, tem sido difícil encontrar compostos que restaurem a função deste supressor tumoral”.

 

Neste estudo os investigadores do Cancer Institute of New Jersey, nos EUA, desenvolveram um método informático de deteção para identificar compostos que tinham por alvo as células tumorais com o p53 mutado, mas não as células que apresentavam o p53 funcional. Este método de seleção foi único, pois envolveu as células tumorais com vários backgrounds genéticos, um modelo que mimetiza o que que ocorre nas células tumorais humanas.

 

Com o auxílio deste método, os investigadores foram capazes de identificar vários compostos que matavam as células tumorais que tinham o p53 mutado, um dos compostos foi capaz de matar este tipo de células através do restauro da função e estrutura da proteína p53-R175H mutada. Foi também verificado que o composto não tinha qualquer impacto nas células saudáveis.

 

Para além da identificação de um composto capaz de restaurar seletivamente a função da proteína p53-R175H mutada, os resultados desta investigação também apoiam o desenvolvimento de terapias contra o cancro. “O desenvolvimento de fármacos anti-tumorais estão a caminhar no sentido da medicina personalizada na qual os fármacos são escolhidos com base nas vias moleculares que estão alteradas em cada paciente”, conclui Darren R. Carpizo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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