Novo alvo terapêutico contra cancro da mama

Testes em ratos aumentam a esperança de encontrar a chave para bloquear a expansão do cancro da mama nas mulheres

28 junho 2001
  |  Partilhar:

A ausência de uma proteína chave no processo de divisão celular cria imunidade a vários tipos de cancro na mama, refere um estudo elaborado por cientistas norte-americanos, e publicado quinta-feira na revista «Nature».
 

 

Os resultados dos testes, adiantados por uma equipa de especialistas da Harvard Medical School de Boston, em ratos geneticamente manipulados, aumentou as esperanças de descobrir um modo de bloquear a expansão do cancro da mama nas mulheres.
 

 

Os ratos geneticamente manipulados não têm uma proteína denominada cyclin D1 e, por isso, não desenvolveram cancro da mama mesmo quando foram expostos a genes causadores da doença.
 

 

Os cientistas acreditam que drogas desenvolvidas para bloquear a acção da proteína, necessária para o crescimento das células tumorais, poderiam fornecer um novo método de tratamento para o cancro da mama.
 

 

Embora a proteína possa também ser encontrada em células normais, os ratos que não a tinham eram saudáveis. "Esta necessidade absoluta da cyclin D1 no cancro da mama, mas não nas células normais, oferece-nos esperança de que novas drogas serão capazes de bloquear a cyclin D1 e possam ser específicas para deter o crescimento das células cancerígenas da mama”, adiantou o responsável pela investigação.
 

 

Mas a equipa de cientistas não quer, por enquanto, criar muitas expectativas. Isto porque, até o momento toda a investigação tem sido limitada a ratos e a proteína pode não funcionar da mesma forma em humanos.
 

 

A cyclin D1 é parte do mecanismo que acelera ou retarda o crescimento celular. Em mais da metade dos casos de cancro da mama humano, a proteína é demasiado activa, contribuindo para o crescimento descontrolado das células tumorais.
 

 

A equipa também descobriu que os ratos sem cyclin D1, possuíam oncogenes- outros genes conhecidos como causadores de cancro. Caso os ratos possuíssem os oncogenes NEU ou RAU não desenvolviam a doença. Ao invés, se tivessem outros dois oncogenes, o C-MYC ou o WNT-1, desenvolveriam a doença. O oncogene NEU está associado a 30 por cento dos casos de cancro da mama humanos.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

 

Fonte: Reuters
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.