Nove fatores modificáveis podem contribuir para a doença de Alzheimer

Estudo publicado no “Journal of Neurology Neurosurgery & Psychiatry”

25 agosto 2015
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Nove fatores, potencialmente modificáveis, podem contribuir para cerca de dois terços dos casos de doença de Alzheimer a nível mundial, sugere um estudo publicado no “Journal of Neurology Neurosurgery & Psychiatry”.
 

Para o estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, analisaram mais de 17 mil estudos publicados entre 1968 e 2014, que incluíram cerca de cinco mil indivíduos, tendo coberto 93 potenciais fatores de risco diferentes.
 

Os investigadores apuraram que a obesidade, estreitamento da artéria carótida, baixo rendimento académico, depressão, pressão arterial elevada, fragilidade, hábitos tabágicos, elevados níveis de homocisteína e diabetes tipo 2 (na população asiática) são fatores que influenciam a maior parte dos casos de doença de Alzheimer.
 

O estudo apurou que alguns fatores podem estar associados a um risco alterado de desenvolver doença de Alzheimer, estando associados a diferentes momentos da vida e origem étnica. Nomeadamente, um elevado ou baixo Índice de Massa Corporal (IMC) na meia-idade e baixo nível académico estão associados a um maior risco de doença. Por outro lado, um elevado IMC, a exercitação do cérebro, consumo baixo a moderado de álcool e stress foram associados a um menor risco de doença de Alzheimer na terceira idade.
 

Os investigadores verificaram que existem alguns fatores que podem ter um efeito protetor no desenvolvimento da doença, como a presença de estrogénio, a toma de fármacos para diminuição dos níveis de colesterol (estatinas), fármacos para a hipertensão e tratamento com anti-inflamatórios. Verificou-se ainda que o folato, a vitamina C e E, e o café também podem influenciar positivamente a prevenção da doença.
 

O estudo constatou ainda que algumas patologias podem estar associadas a um menor risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer nomeadamente, antecedentes de artrite, doença cardíaca, síndrome metabólico e cancro.
 

Os autores do estudo sugerem que a adoção de estratégias preventivas, a dieta, os fármacos, a química do organismo, a saúde mental, doença pré-existente e estilo de vida podem ajudar a diminuir o número de novos casos de doença de Alzheimer. Isto pode ser particularmente importante, dado que, por enquanto, ainda não existe cura para esta doença.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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