Novas proteínas podem proteger contra doenças associadas ao envelhecimento

Estudo publicado na revista “Aging”

14 abril 2016
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Investigadores americanos descobriram um grupo de seis proteínas que podem ajudar a desvendar os segredos do envelhecimento, fornecendo possivelmente novas informações sobre a diabetes, doença de Alzheimer, cancro e outras doenças associadas ao envelhecimento, dá conta um estudo publicado na revista “Aging”.
 
Estas pequenas proteínas parecem desempenhar um papel importante nas células do organismo, nomeadamente na diminuição da quantidade de radicais livres prejudiciais, no controlo da taxa a que as células morrem, no melhoramento do metabolismo e no apoio a uma melhor resposta à insulina por parte dos tecidos.
 
A quantidade de cada uma destas proteínas diminui com a idade, o que sugere que estas desempenham um papel importante no processo de envelhecimento e no início do desenvolvimento de doenças associadas à idade. 
 
Neste estudo, os investigadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, identificaram pela primeira vez estas proteínas, tendo ficado surpreendidos ao verificarem que estas tinham origem em organelos celulares conhecidos por mitocôndria e que desempenhavam um papel importante no metabolismo e na sobrevivência das células.
 
A investigação, liderada por Pinchas Cohen, teve por base estudos anteriores realizados pela mesma equipa de cientistas que já tinha constatado que as proteínas humanina e MOTS-c desempenhavam um papel importante no metabolismo e nas doenças associadas ao envelhecimento.
 
Contrariamente à maioria das proteínas, a humanina e a MOTS-c são codificadas na mitocôndria, uma estrutura localizada dentro das células que produz energia a partir de alimentos, em vez do núcleo da célula, onde a maioria dos genes estão contidos. 
 
As mitocôndrias têm a sua própria pequena coleção de genes, que se pensava desempenharem papéis pouco importantes no interior das células. Contudo, ao que parece, estes genes têm funções importantes em todo o organismo.
 
No estudo, os investigadores utilizaram uma análise computacional para verificar se a parte do genoma mitocondrial que codifica a humanina também codifica outras proteínas. Esta análise detetou os genes que codificam seis novas proteínas, pequenos peptídeos semelhantes à humanina (SHLP, sigla em inglês).
 
Após terem testado as seis SHLP e desenvolvido anticorpos contra estas, os investigadores decidiram determinar a sua abundância em diferentes órgãos e as suas funções. Verificou-se que as proteínas estavam distribuídas de um modo diferente nos órgãos, o que sugere que estas têm funções distintas com base na sua localização.
 
O estudo apurou que uma das proteínas, a SHLP 2, parece ser extremamente sensível à insulina, tem efeitos antidiabéticos, assim como atividade neuroprotetor, podendo por isso ajudar a combater a doença de Alzheimer. Por outro lado, a SHLP 6 tem a capacidade única de promover a morte das células cancerígenas, tendo potencialmente como alvo as células cancerígenas.
 
Pinchas Cohen refere que conjuntamente com os peptídeos mitocondriais anteriormente identificados, as SHLP aumentam o conhecimento das mitocôndrias como organelo de sinalização intracelular que comunica com o resto do organismo para regular o metabolismo e o destino celular. Estes achados podem no futuro ajudar no desenvolvimento de fármacos capazes de combater as doenças associadas ao envelhecimento.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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