Novas medidas para combate ao cancro da pele aprovadas na Assembleia da República

Medidas promovidas pela Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo

12 maio 2015
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As escolas vão passar a incluir a temática do cancro da pele nos seus currículos, os médicos de família vão ter formação em dermatologia e os solários vão passar a ter uma fiscalização mais apertada, revelou a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) através de notícia da agência Lusa.
 
Entre as oito medidas aprovadas por unanimidade pela Assembleia da República para reforçar o combate ao cancro da pele inclui-se “a prevenção em ambiente escolar, com o comprometimento de incluir a temática nos currículos escolares, e o reforço de divulgação de informação dos índices de UV (ultravioletas)”, revelou o secretário-geral da APCC, Osvaldo Correia.
 
Outra das medidas inclui o reforço da formação específica em dermatologia dos médicos de família para “introduzir a vigilância da população em geral, estimulando-a a fazer o autoexame”, assim como a melhoria do acesso da população em geral a consultas da especialidade e a tratamentos para os casos diagnosticados.
 
Além disso, a fiscalização aos solários vai ser reforçada, uma vez que estes centros “ainda passam a ideia de uma coisa saudável, mas têm tempos prolongados e comprovadamente cancerígenos”, referiu o dirigente da APCC, em declarações à Lusa. “O solário está para a pele como o tabaco está para o pulmão”, alertou.
 
Adicionalmente a estas medidas será também criada uma base de dados de registo nacional de todos os doentes com melanoma e todos os laboratórios terão de dar conta à tutela e aos Registos Oncológicos Regionais dos casos de cancro de pele diagnosticados de forma a conhecerem-se os números reais desta doença.
 
No dia 20 de maio, Dia do Euromelanoma, para além de campanhas de sensibilização que irão decorrer em várias autarquias, cerca de 40 dermatologistas de todo o país irão realizar rastreios ao cancro de pele especialmente direcionados a pessoas de risco (pessoas de pele clara, pessoas que sofreram queimaduras solares durante a juventude, pessoas cuja ocupação implica a exposição ao sol, pessoas com antecedentes de cancro de pele ou com sinais suspeitos).
 
De acordo com a APCC, estima-se que o número de casos de cancro de pele continue a aumentar, prevendo-se que surjam mais de 12 mil novos casos de cancro de pele e mil de melanoma (a forma mais perigosa e mortal de cancro de pele) ao longo deste ano.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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