Novas lentes de contacto tratam doenças dos olhos

Investigação tem assinatura da Universidade de Coimbra

22 fevereiro 2005
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Um grupo de cientistas desenvolveu em Coimbra um sistema inovador e eficaz no tratamento de doenças oftalmológicas que poderá tornar rotineira a substituição de pomadas ou gotas por lentes impregnadas de fármacos.
 

 

O desenvolvimento científico, que envolveu uma equipa multidisciplinar de várias unidades orgânicas da Universidade de Coimbra (UC) e de um laboratório de Oeiras, já tem a sua patente registada em Portugal e decorrem diligências para se reunirem os meios financeiros necessários para a sua protecção industrial internacional.
 

 

Embora estudados para aplicações oftalmológicas, os resultados desta investigação revelam grandes potencialidades para serem adoptados no tratamento de outras doenças e já se perspectiva a sua grande utilidade em patologias oncológicas.
 

 

Além da comodidade para o paciente, o recurso a um sistema de libertação controlada de fármacos acaba com os esquecimentos, ou a falta de rigor no cumprimento dos horários de aplicação. Mas uma outra grande vantagem é a de actuar com uma dosagem constante e muito mais baixa.
 

 

Quando uma gota de medicamento é aplicada num olho a dose tem de ser mais elevada se que quiser que produza efeito durante várias horas. No momento da aplicação atinge um pico, uma concentração muito elevada no olho, que vai decrescendo ao longo do tempo.
 

 

Partindo de várias frentes de investigação, os cientistas desenvolveram uma membrana a partir de um composto extraído da casca do caranguejo, indicado para o fabrico de lentes biodegradáveis, mas a grande inovação deste sistema de libertação controlada de fármacos é o de poder ser utilizado em lentes já existentes no mercado.
 

 

No entanto, este grupo de investigação pretende melhorar ainda mais este sistema, nomeadamente a impregnação do fármaco e as propriedades da lente, e já apresentou uma nova candidatura a financiamento à Agência de Inovação, que deverá anunciar a decisão ainda no corrente mês.
 

 

Fonte: Lusa
 

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