Novas funções das plaquetas

Estudo publicado na “Nature”

04 setembro 2013
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Investigadores americanos descobriram novas funções das plaquetas, as quais podem conduzir ao desenvolvimento de novos tratamentos para reduzir as hemorragias envolvidas nos traumas e nas infeções severas, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.
 

Uma das formas que o sistema imunológico tem de manter o organismo saudável é através da sua vigilância. De forma a levar a cabo esta tarefa, os linfócitos, um tipo de glóbulos brancos, saem constantemente da corrente sanguínea e deslocam-se até aos nódulos linfáticos para detetar a possível presença de patogénios ou de crescimento celular anormal. Deste modo, o sistema imunológico fica preparado para combater as infeções e eliminar as células pré-cancerosas.
 

Ao longo de vários anos, os investigadores tentaram descobrir como é que os linfócitos saíam da corrente sanguínea, a um volume tão elevado, sem causar hemorragias. Neste estudo levado a cabo pelos investigadores da Fundação de Investigação Médica de Oklahoma, nos EUA, foi constatado que as plaquetas, que habitualmente impedem a perda de sangue, ativam um processo que permite que os linfócitos migrem para os nódulos linfáticos e que os eritrócitos não saiam da corrente sanguínea.
 

Quando os investigadores interromperam este possesso através da remoção de uma proteína denominada por podoplanina, este deixou de funcionar permitindo que os linfócitos e eritrócitos escapassem. Este novo estudo revelou assim uma nova função das plaquetas a qual é independente do seu papel homeostático.
 

Um dos investigadores do estudo, Lijun Xia, explica que as plaquetas intactas que estão envolvidas no processo de coagulação têm um tempo de duração de cerca de cinco a sete dias no sangue e não podem ser congeladas. No entanto, uma vez que estas novas funções não requerem células intactas, poderão até ser utilizadas plaquetas congeladas.
 

“Acredito que estes resultados conduzam a novas terapias capazes de abrandar ou impedir as hemorragias decorrentes de traumas ou de doenças associadas à sepsis”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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