Novas esperanças para a Esquizofrenia, Demência e Doença Bipolar

Médicos psiquiatras nacionais e estrangeiros, vão juntar-se no Funchal, dia 26 de Maio

22 maio 2001
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Cerca de 1% da população nacional sofre de Esquizofrenia, 3% a 4% de Doença Bipolar e 60.000 portugueses são vítimas de Demência de Alzheimer. Doenças que afectam fortemente a qualidade de vida dos doentes, quando não sujeitos a tratamento terapêutico.
 

 

Esquizofrenia
 

A esquizofrenia é um distúrbio mental caracterizado pela dissociação da personalidade, alterações das emoções, percepções, pensamentos e comportamento.
 

As modernas terapêuticas alteraram significativamente o percurso da esquizofrenia. Antes da introdução dos novos neurolépticos, dois terços dos doentes com este diagnóstico eram hospitalizados e dois anos depois ainda ali permaneciam. Após a utilização destes fármacos, estes números decaíram para um em dez, reduzindo substancialmente a despesa inerente ao internamento dos doentes esquizofrenicos. Com comprovada eficácia nos sintomas positivos e negativos, e com um perfil de efeitos secundários muito menos agressivo, marcam um novo estádio na terapêutica da esquizofrenia.
 

Vários ensaios clínicos demonstraram que os novos neurolépticos são eficazes tanto no alívio dos sintomas positivos (como alucinações, ideias delirantes, alterações do pensamento, hostilidade e desconfiança), dos negativos (embotamento afectivo, retraimento emocional e social, linguagem pobre), melhorando também os sintomas afectivos associados (depressão, sentimentos de culpa e ansiedade), com reduzida incidência de efeitos extrapiramidais (tremor, rigidez, bradicinesia, acatasia, e distonia).
 

 

Demência
 

Amplamente utilizados no tratamento da esquizofrenia e outro tipo de psicoses, os novos neurolépticos são também eficazes no controlo dos sintomas comportamentais e psicológicos do doente idoso demenciado.
 

A demência pode manifestar-se em forma de Doença de Alzheimer, Demência Vascular, Demência com Corpos de Lewy e Demência Mista, sendo que cerca de 80% dos doentes demenciados manifestam sintomas comportamentais e psicóticos, responsáveis pela institucionalização precoce.
 

Os novos neurolépticos reduzem, em particular, a frequência e gravidade dos sintomas agressivos, diminuindo a incidência dos sintomas psicóticos. Por outro lado, possuem um baixo nível de interacção com outros medicamentos habitualmente prescritos aos idosos e, ao contrário dos antipsicóticos convencionais, não requerem monitorização cardiovascular ou hematológica.
 

 

Doença Bipolar
 

A doença bipolar ou doença maníaco-depressiva, designação utilizada anteriormente, é uma doença de humor, na medida em que envolve períodos de mania e de depressão, intervalados por um período de remissão ou eutímia, caracterizado por um estado de humor normal. Alterações de humor que podem durar poucos dias ou meses. O tratamento actual da doença bipolar inclui um conjunto de fármacos que combatem tanto os sintomas maníacos como depressivos e previnem as oscilações do humor.
 

 

 

Como na esquizofrenia e demência, a doença bipolar tem também demonstrado melhorias, desde que surgiram os novos neurolépticos, que apresentam uma actividade antimania e estabilizadora do humor e são eficazes na mania resistente. Bem tolerados por estes doentes, apresentam ainda uma actividade antidepressiva e reduzida incidência de efeitos secundários extrapiramidais, registando-se também menos sedação. A maior vantagem dos neurolépticos recentes face aos convencionais é que, mesmo após uma utilização prolongada, apresentam efeitos secundários mínimos.
 

 

Com o objectivo de abordar a problemática destas doenças e de que forma afectam o dia-a-dia dos doentes, quando não submetidos a tratamento terapêutico, reconhecidos especialistas da psiquiatria nacional e internacional vão juntar-se no dia 26 de Maio, no Funchal, no Centro de Congressos Madeira Tecnopolo, (Auditorio Ursa Maior). Um Simpósio Internacional subordinado ao tema: “From Conventionals to Atypicals: Risperidone: Exceeding Expectactions”.

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