Novas diretrizes pediátricas da AAP para tensão arterial mais eficazes

Estudo publicado na revista “Hypertension”

24 abril 2019
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As novas diretrizes para a classificação de crianças com tensão arterial elevada demonstraram ser mais eficazes na deteção de crianças em risco de desenvolverem doença cardíaca em adultas, indicou um novo estudo.
 
As diretrizes mais recentes para avaliar a tensão arterial infantil foram emitidas pela Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics, abreviada como AAP) e são uma atualização às diretrizes de 2004.
 
Segundo o estudo conduzido por investigadores da Escola de Saúde Pública e de Medicina Tropical de Tulane, EUA, em relação às diretrizes de 2004 da AAP, as de 2017 fizeram aumentar o número de crianças classificadas como tendo tensão arterial elevada.
 
Contudo, não se sabia se os novos critérios identificavam as crianças que corriam um maior risco de doença cardíaca prematura. 
 
Para a sua investigação, a equipa analisou os dados do estudo Bogalusa Heart Study que seguiu 3.940 crianças durante 36 anos e concluiu que as diretrizes de 2017 são mais eficazes do que as de 2004 na deteção de doenças cardíacas prematuras.
 
“Concluímos que, em comparação com crianças com tensão arterial normal, as reclassificadas como tendo tensão arterial elevada ou hipertensão tinham maior tendência para o desenvolvimento de hipertensão arterial, aumento da espessura da parede do músculo cardíaco e síndrome metabólica em adultos”, explicou Lydia Bazzano, autora sénior do estudo.
 
Segundo as diretrizes de 2017, 11% dos participantes seriam classificados como tendo hipertensão arterial, em comparação com 7% com as de 2004. Também segundo as diretrizes de 2017, 19% dos participantes com tensão arterial desenvolveram espessura do músculo cardíaco durante o período de monitorização em comparação com 12% segundo as diretrizes de 2004.  
 
Segundo as novas diretrizes, nem todas as crianças com hipertensão arterial irão necessitar de medicação para a doença. 
 
Lydia Bazzano explicou que para a maioria das crianças cuja hipertensão arterial não tenha sido causada por outra doença ou medicação, recomenda-se alterações ao estilo de vida como atividade física regular, manter um peso normal, evitar o excesso de sal e uma alimentação saudável rica em produtos hortícolas, fruta, leguminosas, proteína magra e pobre em gordura saturada e açúcar.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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