Novas descobertas sobre metabolismo dos triglicerídeos

Estudo publicado no “Cell Metabolism”

11 julho 2010
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Um novo estudo, publicado na revista “Cell Metabolism”, fornece novas pistas sobre o metabolismo dos triglicerídeos, lípidos que, quando se encontram em excesso no sangue, são factores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e podem também conduzir à inflamação do pâncreas.

 

Os investigadores da University of California, em Los Angeles, EUA, identificaram uma proteína responsável pelo transporte para o sangue de uma enzima, a lipoproteína lipase, que tem um papel muito importante no metabolismo dos triglicerídeos.

 

Estudos anteriores já haviam demonstrado que a lipoproteína lipase é produzida no tecido adiposo e muscular, antes de entrar na corrente sanguínea. Contudo, ainda não se sabia como este transporte acontecia.

 

Neste estudo, liderado por Loren Fong e Stephen Young, os investigadores descobriram que uma proteína denominada “GPIHBP1” é responsável por este processo. Eles verificaram que, nos ratinhos que não expressavam esta proteína, havia uma acumulação da lipoproteína lipase no tecido muscular e adiposo. Foi demonstrado que a GPIHBP1 se encontra localizada na superfície dos vasos sanguíneos, transportando a lipoproteína lipase para a corrente sanguínea.

 

Estes resultados explicam porque é que os ratinhos que não expressam o gene Gpihbp1 desenvolvem hipertrigliceridemia, mesmo quando são alimentados com uma dieta normal. Recentemente, outros investigadores mostraram que algumas pessoas que têm níveis elevados de triglicerídeos apresentam mutações neste gene.

 

Os autores do estudo ainda não sabem, exactamente, como a GPIHBP1 faz o transporte da lipoproteína lipase e acreditam que é provável que outras proteínas estejam também envolvidas. Os investigadores suspeitam ainda que a GPIHBP1, para além de estar envolvida no transporte da lipoproteína lipase possa também influenciar, de outras formas, o metabolismo dos triglicerídeos.

 

Em declarações à EurekAlert, os autores do estudo concluem que “um deficiente transporte da lipoproteína lipase para a corrente sanguínea pode explicar alguns casos de hipertrigliceridemia nos humanos.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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