Nova via associa cérebro à hipertensão

Estudo publicado na revista “PLOS One”

07 outubro 2014
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Investigadores descobriram uma nova via através da qual o cérebro utiliza um esteroide para controlar a pressão arterial, refere um estudo publicado na revista “PLOS One”.
 

“Este estudo fornece uma forma completamente nova de perceber como o cérebro e o sistema cardiovascular funcionam conjuntamente, abrindo novas e prometedoras formas de desenvolver abordagens terapêuticas que possam um dia ajudar os pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, John Hamlyn.
 

Há décadas que os investigadores sabem que o cérebro controla o diâmetro das artérias periféricas através do sistema nervoso. Os impulsos elétricos do cérebro “viajam” para as artérias via a rede de células nervosas conhecida por sistema nervoso simpático. Este sistema é essencial para a vida diária, mas está habitualmente com excesso de atividade nos pacientes com pressão arterial elevada ou insuficiência cardíaca. Na verdade, muitos fármacos que ajudam a controlar a hipertensão e insuficiência cardíaca funcionam através da diminuição da atividade do sistema nervoso simpático.
 

Contudo, muitos destes fármacos têm efeitos secundários adversos, como fadiga, tonturas, depressão e disfunção eréctil. Foi neste contexto que os investigadores do Instituto Cardíaco de Ottawa e da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, nos EUA, descobriram, em modelos de ratinhos para a hipertensão, uma nova ligação entre o cérebro e a hipertensão, um pequeno esteroide conhecido por ouabaína.
 

De acordo com os investigadores, este é o primeiro estudo a identificar uma via específica através da qual o cérebro regula os diâmetros das artérias. A presença da ouabaína na corrente sanguínea provoca um aumento das proteínas contrateis nas artérias. Esta via “crónica” atua em conjunto com uma via mais aguda do sistema nervoso simpático para controlar a função das artérias e consequentemente contribui para a pressão arterial elevada.
 

“Agora que percebemos o papel da ouabaína podemos começar a trabalhar em formas de modificar esta nova via para ajudar os indivíduos com problemas cardiovasculares”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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