Nova vacina oral contra a hepatite B foi desenvolvida

Estudo da Universidade de Coimbra

06 novembro 2012
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Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram uma vacina oral para a hepatite B, “mais eficaz e potencialmente mais estável” que a vacina injetável.
 

A vacina oral para a hepatite B, “já foi testada ‘in vivo’ (em ratinhos) com sucesso”, revelou uma nota da reitoria da Universidade, à qual a agência Lusa teve acesso.
 

A nova vacina descoberta por uma equipa de cinco investigadores do Centro de Neurociências (CNC) e da Faculdade de Farmácia da UC (FFUC), “ao contrário daquela que já está no mercado – que não produz anticorpos específicos ao nível da mucosa” –, induz o desenvolvimento de “uma elevada concentração de anticorpos, que travam a entrada do vírus” no organismo, afirma à agência Lusa Olga Borges, docente da FFUC e coordenadora da investigação.
 

“Esta é uma grande vantagem”, pois “a hepatite B é uma doença sexualmente transmitida (principal meio de contágio da doença nos países desenvolvidos)”, diz a especialista, salientando que o novo medicamento “combate o vírus na porta de entrada do organismo”, impedindo a sua introdução na circulação sanguínea.
 

Os autores do estudo acreditam que a nova vacina também poderá ter benefícios para quem já está infetado pela hepatite B, adianta Olga Borges, advertindo, no entanto, que esta hipótese só poderá ser validada com ensaios clínicos.
 

Além do conforto que representa para o doente, a nova vacina apresenta outras “claras vantagens”, em relação às vacinas injetáveis, designadamente, no “plano social e económico, sobretudo nos países em desenvolvimento”, refere a investigadora da FFUC.
 

A administração da nova vacina não necessita de pessoal técnico e não exige, para a sua conservação, cadeias de frio, meio que aqueles países nem sempre podem disponibilizar para garantir as propriedades da vacina, que, frequentemente, já está deteriorada quando é administrada.
 

“As vacinas orais são mais estáveis, permitindo, por isso, uma vacinação mais efetiva”, afirma Olga Borges. A nova vacina “vai ao encontro dos objetivos da OMS [Organização Mundial de Saúde], que a aposta no desenvolvimento de vacinas mais eficazes, mais baratas, mais estáveis e de mais fácil administração”, sublinha a docente da FFUC.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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