Nova vacina mostra-se promissora no tratamento do cancro do cérebro

Estudo publicado no “Journal of Clinical Oncology”

07 outubro 2010
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A conjugação de uma nova vacina com a terapia utilizada frequentemente no tratamento dos pacientes que sofrem de glioblastoma, o cancro do cérebro mais mortal, aumenta o tempo de sobrevivência, revela um estudo publicado no “Journal of Clinical Oncology”.

 

Para este estudo, os investigadores da Duke University Medical Center e da The University of Texas MD Anderson Cancer Center, nos EUA, contaram com a participação de 35 pacientes diagnosticados com glioblastoma que foram submetidos a cirurgia, radiação e quimioterapia com temozolomida. Os participantes foram divididos em dois grupos: um constituído por 18 pacientes, aos quais foi administrada a vacina um mês após terem completado a radiação, tendo continuado a ser administrada até esta ter-se mostrado eficaz, e um segundo grupo de 17 pacientes que funcionou como grupo de controlo.

 

A vacina utilizada no estudo foi uma vacina peptídica que foi desenvolvida para estimular o sistema imune dos pacientes a responder a uma região específica da proteína codificada pelo gene EGFRvIII. A presença deste gene permite às células tumorais crescerem descontroladamente. Apesar dos alguns avanços ocorridos na radioterapia e quimioterapia, o prognóstico para pacientes com este tipo de tumores é negativo, pois, em média, vivem pouco mais de um ano após o diagnóstico inicial.

 

O estudo revelou que o tempo médio de sobrevivência para o grupo ao qual foi administrada a vacina aumentou de 15 para 26 meses. No mesmo grupo, o tempo de sobrevivência sem progressão da doença foi de 14,2 meses em comparação com os 6,3 meses para o grupo que não recebeu tratamento adicional.

 

Na opinião de um dos autores do estudo, John Sampson, esta vacina deverá ser alvo de mais estudos uma vez que o factor de crescimento EGFRvIII também é expresso noutro tipo de células tumorais, mas não no tecido saudável, sendo, por isso, um alvo privilegiado para intervenção.

 

O líder da investigação, Darell D. Bigner, acrescenta ainda que, apesar de se tratar de um estudo pequeno, os resultados são intrigantes e merecem uma análise mais aprofundada. O investigador refere em comunicado de imprensa que ʺeste parece ser um começo promissor, mas a complexidade biológica destes tumores sugere que sejam necessários múltiplos agentes para serem direccionados para outros marcadores de crescimento tumoral (…)”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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