Nova vacina contra o HPV: mais eficaz e mais cedo

Declarações da subdiretora geral da Saúde

20 junho 2016
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A nova vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), com uma eficácia superior a 90% contra o cancro do colo do útero, vai ser administrada mais cedo, segundo o novo Programa Nacional de Vacinação (PNV).
 
De acordo com a subdiretora geral da Saúde, Graça Freitas, esta é uma das várias novidades do novo Programa Nacional de Vacinação (PNV), que entra em vigor a 01 de janeiro de 2017.
 
“Usávamos uma vacina quadrivalente que cobria cerca de 75% do cancro do colo do útero. Entretanto, foi possível adicionar à vacina mais cinco antigénios”, referiu à agência Lusa a subdiretora geral da Saúde, Graça Freitas.
 
Esta medida permite uma cobertura contra o cancro do colo do útero 20% maior, mantendo-se na mesma em relação às lesões benignas que “estão em franco desaparecimento”.
 
Segundo o novo PNV, a administração desta vacina vai ser antecipada para os 10 anos, quando até então era recomendada para entre os 10 e os 13 anos. O objetivo é a administração da vacina contra o HPV coincidir com o reforço do tétano e difteria, evitando assim outra ida ao posto de vacinação.
 
Relativamente à possibilidade de os rapazes serem vacinados contra o HPV, Graça Freitas disse que “o benefício para as raparigas é muito maior”.
 
Ainda assim, a especialista disse que as autoridades vão continuar a acompanhar os resultados dos estudos sobre os efeitos da vacina na diminuição dos cancros da cabeça e pescoço nos rapazes, causados pelo HPV.
 
Uma outra novidade do novo PNV é a junção de vacinas do programa a administrar aos dois e seis meses de idade, tendo em conta que existem ainda outras vacinas prescritas (a custos das famílias).
 
“Aos dois meses começavam a concentrar-se várias vacinas: a pentavalente, que não incluía a da hepatite B, a pneumocócica, introduzida em 2015, além da meningocócica, que era dada por prescrição”, disse.
 
A partir de 01 de janeiro, as crianças vão receber uma vacina hexavalente, na qual constam a proteção contra a hepatite B, a Haemophilus influenzae tipo B (Hib), a difteria, o tétano, a tosse convulsa e a poliomielite.
 
A medida permite “maior conforto e maior confiança na vacinação”, disse Graça Freitas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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