Nova vacina contra o anthrax poderá ser testada até final do ano

Empresa norte-americana anuncia testes experimentais

12 março 2003
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Uma empresa norte-americana de biotecnologia com sede em San Diego anunciou a intenção de começar a testar uma vacina experimental contra o anthrax em seres humanos até ao final do ano.
 

 

Várias companhias e investigadores do Governo estão há vários meses na corrida para criar uma vacina contra o anthrax melhor que a actualmente disponível, fabricada pela BioPort Inc. de Lansing, Michigan.
 

 

Os responsáveis da Vical Inc. apresentaram segunda-feira dados indicando que a sua nova vacina de ADN é eficaz na protecção de coelhos que inalaram anthrax, registando apenas pequenos efeitos secundários, depois de um trabalho bem sucedido com ratinhos de laboratório.
 

 

A companhia espera convencer a Administração para os Alimentos e Medicamentos norte-americana (FDA) a aprovar que a vacina, num regime de duas injecções, seja testada em pessoas de forma a provar a sua segurança.
 

 

É eticamente inaceitável expor voluntários a doenças como o anthrax, por isso a FDA fez saber que apenas aprovará algumas vacinas que protejam pelo menos duas espécies diferentes de animais e que demonstre ser segura no homem.
 

 

O director da Vical, Vijay Samant, disse que os executivos da companhia e os responsáveis da FDA estão ainda a discutir se os dados recolhidos junto de ratinhos e coelhos são suficientemente fortes para apoiar experiências com seres humanos ou se serão solicitados primeiro testes com macacos.
 

 

A vacina da Vical foi desenvolvida a partir de material genético da bactéria do anthrax que codifica duas das proteínas implicadas na doença.
 

 

A vacina provoca um resposta imunitária branda e incita o corpo a defender-se contra um ataque mais virulento, disse Samant.
 

 

Um estudo conduzido pela Academia norte-americana das ciências divulgado em 2002 concluiu que a vacina actualmente existente funciona, mas insistiu na necessidade de uma nova porque a da BioPort requer seis injecções ao longo de 18 meses, mais um reforço anual, estando ainda na origem de alguns efeitos secundários.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

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