Nova vacina contra a Febre do Feno

Estudo apresentado na New England Journal of Medicine

08 outubro 2006
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Seis doses de uma nova vacina contra a Polinose, vulgarmente conhecida por Febre do Feno, desenvolvida por cientistas norte-americanos, protegem durante muito tempo quem sofre dessa alergia, revela um estudo publicado na revista New England Journal of Medicine.
 

 

O estudo, feito por cientistas da Johns Hopkins University, Maryland, EUA, teve lugar durante duas temporadas típicas de ocorrência da Febre do Feno com 25 voluntários, com idades entre 23 e 60 anos, que tinham um historial clínico de alergia a certas plantas.
 

 

Os pacientes que receberam a vacina experimental, conhecida como AIC, apresentaram uma redução em 60% dos sintomas típicos – como secreção nasal, espirros e comichão nos olhos – comparados aos que receberam placebo.
 

 

Nos testes realizados, o alívio dos sintomas típicos de Febre do Feno continuou tão pronunciado no segundo ano como no primeiro, mesmo que a vacina não tenha sido aplicada novamente. Segundo Peter Creticos, director médico do centro contra a Asma e Alergias Johns Hopkins, a vacina elimina as reacções alérgicas agudas, tais como os espirros, e ajuda o corpo a regular melhor o inchaço crónico que provoca ardência nos olhos e coriza.
 

 

A vacina AIC contém uma sequência de DNA (sequência imunoestimulante) capaz de modificar as reacções imunitárias do metabolismo e aliviar os sintomas da Febre do Feno. Acredita-se que a vacina diminui as reacções do sistema imunitário às substâncias alergénicas inaladas, estimulando as células protectoras que desactivam as células Th2, as quais estão envolvidas na resposta inflamatória do organismo.
 

 

Os investigadores consideram que o novo tratamento oferece melhoras consideráveis em comparação à imunoterapia tradicional, que exige vários anos de injecções semanais ou a cada duas semanas.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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