Nova terapia combinada contra cancro da mama

Estudo norte-americano apresenta excelentes resultados

03 julho 2003
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As mulheres com cancro da mama numa fase avançada registam melhoras quando submetidas a uma nova terapêutica combinada, mais eficaz e com menor toxicidade, indica um estudo divulgado nos Estados Unidos num congresso da especialidade.
 

 

Sérgio Barroso, medico do Hospital de Beja que teve acesso a este estudo num recente congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), disse à agência Lusa que o novo tratamento poderá ser aprovado ainda este ano nos Estados Unidos e na União Europeia.
 

 

Trata-se da combinação de dois citostáticos (destruidores de células tumorosas), a gemcitabina e um taxano, que, segundo os autores do estudo, é uma das poucas combinações quimioterapêuticas que supera a eficácia dos taxanos quando administrados individualmente, contribuindo para um atraso na propagação do cancro da mama metastático.
 

 

«Em Portugal aplica-se nesta área tudo o que existe de mais avançado nos Estados Unidos e na Europa», disse Sérgio Barroso, que saudou as vantagens do novo tratamento, nomeadamente o aumento da qualidade de vida destas doentes devido à sua reduzida toxicidade quando comparada com a de outras terapias combinadas já utilizadas.
 

 

A associação de dois ou três citostáticos tem a vantagem de reduzir a doença na maioria dos casos, mas produz mais efeitos secundários, um inconveniente atenuado neste caso - referiu. «Quando se trata de uma doença em fase já incurável, por ter alastrado a outros órgãos, como os gânglios da axila, osso, fígado, pulmão ou cérebro, torna-se prioritário, a par do aumento do tempo de vida, não dar toxicidade exagerada», salientou o clínico da Unidade de Oncologia do Hospital de Beja.
 

 

O estudo, orientado por Joyce O Shaughnessy, co-directora do Centro de Pesquisa em Cancro da Mama da Baylor Sammkons de Dallas, Texas, envolveu 529 mulheres que foram previamente tratadas com antraciclina, sem que tivessem sido anteriormente submetidas a quimioterapia num quadro de cancro metastático (disseminado). Em mais de 50 por cento das mulheres envolvidas no ensaio, registou-se um atraso na progressão da doença ao fim de seis meses após o uso da terapia combinada.
 

 

Fonte: Lusa
 

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