Nova tecnologia permite detetar tumores minúsculos dos ovários

Estudo publicado na revista “Nature Biomedical Engineering”

13 abril 2017
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Uma equipa de investigadores desenvolveu uma tecnologia muito mais sensível para a deteção de tumores dos ovários quando estes apresentam um tamanho mais reduzido.
 
A maioria dos cancros do ovário são detetados num estado já bastante avançado, tornando os índices de sobrevivência reduzidos. No entanto, se for detetado mais cedo, os índices de sobrevivência podem ultrapassar os 90% aos cinco anos.
 
Desenvolvida por engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, a nova tecnologia foi testada em ratinhos e foi possível detetar nódulos inferiores a dois milímetros de diâmetro. Segundo os investigadores, em humanos, isto pode traduzir-se numa deteção cinco meses mais cedo do que com as atuais análises ao sangue.
 
O novo teste utiliza um biomarcador sintético, que consiste numa nanopartícula que interage com as proteínas do tumor para libertar fragmentos que serão detetáveis numa amostra de urina do paciente. Este tipo de teste tem a capacidade de gerar um sinal muito mais evidente do que os biomarcadores naturais que se encontram em quantidades muito reduzidas na corrente sanguínea do paciente. 
 
Sangeeta Bhatia, principal autor do estudo e docente de Ciências da Saúde e Tecnologia e Engenharia Eletrotécnica e Ciências da Computação, explica que “o que fizemos neste trabalho foi desenvolver o nosso sensor de forma a ser 15 vezes melhor do que uma versão anterior e depois compará-lo com um biomarcador sanguíneo num modelo de ratinho com cancro de ovário para demonstrar que conseguíamos ir mais além”. 
 
Esta abordagem poderá ser ainda adaptada para funcionar na deteção de outros tipos de cancro. Neste estudo, os investigadores conseguiram também detetar metástases de tumores colorretais no fígado. 
 
Atualmente, os médicos procuram biomarcadores sanguíneos produzidos pelos tumores do ovário. No entanto estes marcadores não produzem acumulados suficientemente grandes para serem detetados até os tumores terem atingido cerca de um centímetro de diâmetro, ou seja, oito a 10 anos após a sua formação. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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