Nova técnica revoluciona seleção de embrião

Estudo apresentado no encontro anual ESHRE

10 julho 2013
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Nasceu pela primeira vez uma criança que resultou da aplicação de uma nova técnica de sequenciação genómica do embrião, a qual promete revolucionar a seleção do embrião para a fertilização in vitro (FIV).
 

A técnica apresentada no encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, na sigla em inglês) é conhecida como sequenciação de nova geração, um método capaz de descodificar o genoma inteiro.
 

Dagan Wells, um dos autores do estudo , da Universidade de Oxford, no Reino Unido referiu que esta técnica é já aplicada em várias áreas da investigação genética e diagnósticos e quando aplicada à avaliação dos embriões poderá detetar a presença de doenças hereditárias graves e distúrbios cromossómicos letais.
 

Os investigadores referem que a seleção do embrião a ser implantado no útero continua a ser o Santo Gral da FIV. Em média, apenas 30% dos embriões selecionados são de facto implantados. Apesar de se desconhecer exatamente a razão para a elevada taxa de insucesso, acredita-se que os defeitos cromossómicos e genéticos sejam os principais culpados.
 

Apesar de na última década terem surgido vários métodos de sequenciação genética, todos eles apresentaram problemas quando testados em ensaio clínicos. Contudo, esta nova técnica parece ter ultrapassado os principais obstáculos nomeadamente, a informação cromossómica completa, deteção simultânea de mutações genéticas graves, rapidez de análise e baixo custo.
 

“Muitos dos embriões resultantes dos tratamentos de infertilidade não têm sucesso devido à presença de anormalidades genéticas letais. A sequenciação de nova geração melhora a nossa capacidade de detetar essas alterações e ajuda-nos a identificar os embriões com as melhores possibilidades de produzirem uma gravidez viável”, explicou Dagan Wells.
 

O investigador testou este método laboratorialmente e posteriormente utilizou-o para ajudar dois casais submetidos a fertilização in vitro. As mães tinham 35 e 39 anos e o método identificou três blastocistos saudáveis num casal e dois no outro. Apenas um embrião foi implantado em cada mulher e ambos resultaram em gravidezes saudáveis, indica o comunicado.
 

“A primeira gravidez terminou com o nascimento de um rapaz saudável em junho” e a segunda mãe "tem o parto previsto para breve", revelou o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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