Nova técnica imagiológica poderá detetar cancro precocemente

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

24 outubro 2014
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Investigadores americanos estão a desenvolver um método imagiológico que poderá ajudar os médicos a detetar o cancro e outras doenças precocemente, acelerando o tratamento e reduzindo a necessidade de biopsias invasivas, refere um estudo publicado na “Nature Communications”.
 

Esta técnica, desenvolvida pelos investigadores da Universidade de Rutgers, nos EUA, utiliza a nanotecnologia para revelar pequenos tumores cancerígenos e lesões cardiovasculares profundas.  
 

“A nossa técnica imagiológica fluorescente tem não apenas o objetivo de detetar precocemente a doença, mas também ajudar a compreender melhor as condições antes de uma determinada cirurgia ser realizada. Gostava de pensar nesta técnica como uma biópsia ótica”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Prabhas Moghe.
 

De acordo com os investigadores, esta técnica poderia ser utilizada para determinar, com maior precisão, um cancro que se tenha disseminado para os nódulos linfáticos vizinhos. Assim, poderia ajudar o cirurgião a lidar com a extensão total da doença durante a cirurgia.
 

Atualmente, um cirurgião só consegue saber quão longe o cancro se disseminou após a realização de uma biopsia, tendo de esperar um dia pelo resultado e realizar outra cirurgia, caso seja necessário.
 

Os investigadores explicaram que utilizaram um tipo de luz infravermelha diferente daquela que é utilizada atualmente na imagiologia. Esta luz, denominada infravermelhos de onda curta, penetra mais profundamente na pele e noutros tecidos do que a luz visível ou a luz quase- infravermelha utilizada atualmente nas técnicas imagiológicas.
 

Esta luz estimula corantes feitos de nanocristais de elementos raros. Apesar de os cientistas já terem há muito reconhecido o valor dos infravermelhos de onda curta, os corantes que reagem a esta luz tinham demonstrado ser demasiado tóxicos para serem utilizados com segurança ou não produziam imagens precisas. Os corantes que estão agora a ser desenvolvidos são constituídos por nanocristais, os quais estão encapsulados em soro de albumina humana, sendo bem tolerados, distribuindo-se rapidamente no organismo e acumulando-se nos locais alvos.
 

Os investigadores obtiveram já resultados positivos em ratinhos, tendo demonstrado que a disseminação do cancro, mesmo que em pequena escala, pode ser detetada mais precocemente do que com as tradicionais técnicas de ressonância magnética. Desta forma, estes resultados podem abrir novas vias para a intervenção terapêutica precoce.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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