Nova técnica de radiocirurgia rápida e precisa

Método apresentado pelo Serviço de Radioterapia do IPO do Porto

18 maio 2012
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Uma nova técnica de radiocirurgia não invasiva, apresentada pelo Serviço de Radioterapia do IPO do Porto, reduz tempo de tratamento e melhora a qualidade de vida dos doentes.

 

De acordo com o presidente do IPO/Porto, Laranja Pontes, “é um tratamento de vanguarda e o IPO-Porto é o único instituto da Península Ibérica a aplicar esta nova técnica”.

 

Este método permite a realização de radiocirurgia intracraniana e extracraniana, com “elevada precisão na definição do alvo a eliminar”, acrescentou.

 

A diretora do Serviço de Radioterapia, Helena Pereira, revelou à agência Lusa que as principais vantagens do novo método são a “comodidade, rapidez e precisão” bem como a “a redução da toxicidade dos tecidos que rodeiam as lesões benignas e malignas a tratar”.

 

A responsável apontou a sua utilização nos tumores intracranianos, referindo que ao contrário do que acontece com o método convencional, “evita a utilização de uma espécie de esquadria fixada por parafusos cruentamente ao crânio do doente”.

 

“O doente tinha de esperar com aquilo na cabeça até que o plano de tratamento estivesse feito, com o incómodo de trazer aquele capacete sempre fixado. Este novo método permite fazer o trabalho com a mesma precisão ou mais e com muito maior comodidade para o doente”, acrescentou.

 

O “Novalis T + Exactrac” permite aliar a versatilidade na alteração das características da radiação, obtida por dispositivos de alta resolução, à precisão dos sistemas de imagem, os quais permitem a verificação e a correção do posicionamento do paciente durante o tratamento, recorrendo a uma mesa robotizada.

 

O sistema aplica uma elevada taxa de radiação e adequa exatamente os feixes de tratamento ao tamanho e forma do tumor. A potência aliada à precisão permite que a radiocirurgia alcance tumores em zonas profundas e inacessíveis do corpo, consideradas inoperáveis.

 

Este método permite também sincronizar o tratamento com o movimento dos órgãos onde estão localizadas as lesões, como sejam os pulmões, fígado ou próstata.

 

Esta técnica está a ser usada no IPO-Porto desde dezembro de 2011, com “excelentes resultados”, mas Helena Pereira salientou que a técnica só pode utilizada em “tumores muito bem selecionados”, não podendo ser aplicada “em lesões superiores a três centímetros”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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