Nova técnica de deteção do cancro sem radiação para breve?

Estudo publicado na “Lancet Oncology”

03 março 2014
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Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova técnica de examinar tumores em crianças, e potencialmente em adultos, sem os expor a radiações perigosas.
 

A técnica for desenvolvida pelo departamento de radiologia da Stanford School of Medicine e pelo Lucile Packard Children's Hospital, nos EUA e poderá reduzir o risco dos pacientes virem a desenvolver cancros secundários numa fase posterior da vida.
 

Esta nova técnica consiste numa modificação à ressonância magnética (MRI) que emprega um agente de contraste, uma espécie de suplemento de ferro, para detetar os tumores. A técnica revelou ser tão eficaz como as explorações de deteção de cancro que recorrem à radiação ionizante como a tomografia por emissão de positrões - tomografia computorizada (PET-CT).
 

No entanto, uma única exposição à tecnologia PET-CT equivale a 700 radiografias ao tórax. As crianças e adolescentes são particularmente vulneráveis à radiação porque estão em fase de desenvolvimento. Além disso, apresentam mais possibilidades de virem a desenvolver um cancro secundário porque vão viver, em princípio, mais tempo que os adultos.
 

Heike Daldrup-Link, professor associado no departamento de radiologia daquela universidade ficou emocionado com a descoberta da equipa. No entanto, embora os resultados tenham sido encorajadores, a técnica foi apenas testada num número limitado de pacientes e ainda não se encontra preparada para ser generalizada.
 

Para o estudo, os investigadores examinaram 22 pacientes com idades compreendidas entre os 8 e os 33 anos que tinham tumores malignos conhecidos como linfomas e sarcomas. A equipa conseguiu detetar um número semelhante de tumores ao utilizaram a abordagem MRI (158 tumores) e a técnica de exame tradicional por radiação que combina a PET e a CT (163 tumores).
 

Daldrup-Link, também autora do estudo, conclui que “se as decisões quanto ao tratamento tivessem sido feitas com base em cada um destes tipos de exame, a decisão teria sido a mesma”. Os custos de ambos os tipos de exame são também semelhantes.
 

Relativamente a efeitos secundários, a técnica MRI utiliza ondas de rádio, em vez de radiação, para examinar o interior do organismo. Não existem efeitos secundários neste tipo de exame, embora alguns pacientes possam ser alérgicos ao agente de contraste.
 

Serão necessários estudos mais aprofundados em adultos para descobrir como é que o mesmo funciona sobre os mesmos. Está agora a ser iniciado um estudo com esta técnica de exame, em mais seis hospitais pediátricos nos EUA.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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