Nova técnica de arrefecimento impede lesões cerebrais irreversíveis decorrentes do parto

Método aplicado por especialistas britânicos

03 dezembro 2007
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Médicos britânicos salvaram uma recém-nascida de possíveis lesões cerebrais irreversíveis através de uma técnica pioneira de arrefecimento, que impediu a expansão do cérebro depois de estar privado de oxigénio durante o parto.
 

 

Os médicos do Saint Michael''s Hospital, em Bristol, ajustaram a cabeça da bebé Olivia Templar num capacete refrigerador, depois de ela ter estado privada de oxigénio por dez minutos durante o parto. O nascimento ocorreu em Julho, mas os procedimentos só agora foram revelados publicamente.
 

 

O capacete, de design norte-americano, é bombeado com líquido de refrigeração para reduzir o volume que ocorre quando o tecido é privado de oxigénio. Dias mais tarde, quando um scanner analisou as funções do cérebro da criança, que foi sedada durante o tratamento de arrefecimento , as suas funções cerebrais estavam normais.
 

 

A pesquisa foi liderada pela pediatra Marianne Thoresen, que durante 10 anos foi desenvolvendo a cápsula em programas que envolveram mais de 800 bebés de todo o mundo. Thoresen começou esta investigação em 1992 e tem aplicado como projecto-piloto o capacete em bebés no Saint Michael desde 1998. Neste hospital, o capacete foi testado em 40 bebés e na maioria dos casos resultou.
 

 

A médica e investigadora realçou, no entanto, que só é possível dizer com certeza que um bebé não tem lesões cerebrais quando este atinge cerca de dois anos de idade. Os sinais apontam, no entanto, no bom sentido.
 

 

Fontes: DN e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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