Nova proteína pode combater vírus da SIDA

Estudo publicado na “Science”

13 dezembro 2011
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Uma equipa de investigadores, que integra o jovem cientista português Bruno Correia, desenvolveu uma proteína com potencial para combater o vírus da SIDA, revela um estudo publicado na “Science”.

 

A partir de modelos computacionais os investigadores desenvolveram uma proteína com potencial para “criar anticorpos para neutralizar o vírus da imunodeficiência humana”.

 

Em declarações à agência Lusa, Bruno Correia, que se encontra a trabalhar no Scripps Research Institute, na Califórnia, disse, há três meses, que este “é um conceito altamente experimental” e que “ainda se está a uns anos da vacina, se alguma vez funcionar”.

 

“É muito complicado desenhar estas moléculas, mas mais complicado ainda é fazer com que se comportem como uma vacina. Comparado com o que é necessário atingir, ainda falta muito”, afirma o cientista português, que em Portugal passou pela Universidade de Coimbra e pelo Instituto Gulbenkian de Ciência.

 

A proteína já foi produzida e testada experimentalmente em laboratório, e mesmo administrada em seres vivos, mas “os primeiros resultados ainda são limitados”.

 

A proteína “apresenta as características desejadas a nível físico-químico, mas a nível biológico, quando passamos para um sistema muito mais complexo como é injectar num animal e interpretar respostas imunológicas, as coisas são mais complicadas e difíceis de prever”, diz o investigador.

 

Esta nova abordagem pode também ser especialmente útil para acompanhar a alta taxa de mutação de alguns vírus, como o da gripe, que obriga à criação de novos tipos de vacinas todos os anos.

 

“O HIV é uma prioridade, mas há outras doenças. A técnica não é só aplicada para o desenho de vacinas. Fomos financiados para este vírus, mas a técnica é mais vasta”, sublinha o jovem cientista português.

 

“Uma das coisas que é esperada da biologia computacional é uma medicina personalizada: perceber as características do nosso genoma e criar uma medicação mais adequada para uma pessoa”, assegura.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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proteina

alo.qual e aproteina

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