Nova pílula a caminho

Cientistas descobrem molécula que poderá dar origem a contraceptivo mais seguro

03 julho 2005
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Embora a pílula seja responsável pela maior revolução sexual, muitas mulheres não a podem tomar devido a problemas de saúde. Mas, cientistas ingleses estão agora a resolver este assunto, ao desenvolverem uma nova pílula sem efeitos secundários.
 

 

Cientistas da Universidade de Cambridge descobriram uma molécula, a STAT3, que ajuda o embrião implantar-se no útero. Segundo a publicação americana Procedimentos da Academia Nacional de Ciências, os investigadores acreditam que um fármaco que bloqueie a acção dessa molécula provavelmente actuará como um contraceptivo, sem afectar as hormonas ou aumentar o risco de coágulos sanguíneos, como acontece com a actual pílula.
 

 

Os médicos demonstraram que a molécula desempenha um papel chave ao enviar sinais às células que revestem o interior do útero para que estas permitam a fixação do embrião nas paredes – sem esse sinal, dizem os cientistas, a gravidez seria impossível.
 

 

Empresas farmacêuticas já estão a investigar um fármaco que bloqueia o efeito da STAT3, o qual também tem um papel importante na formação de tumores e diabetes.
 

 

O cientista Andrew Sharkey, que lidera o estudo, afirmou às agências internacionais que as últimas experiências sugerem que alguns dos remédios em desenvolvimento também possam actuar como anticoncepcionais. «Esses compostos podem ser contraceptivos eficazes se forem aplicados na dosagem correcta, por exemplo, ao serem colocados directamente no útero ou em formato de gel», disse o especialista.
 

 

Ao mesmo tempo, os investigadores também estão a procurar se as deficiências no sistema de sinalização da STAT3 podem ser a causa de alguns tipos de infertilidade, e acreditam que, se for este o caso, o tratamento pode ser apenas activar o sistema de sinalização da molécula.
 

O estudo está a ser financiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como parte de um programa para identificar novas metas do desenvolvimento de anticoncepcionais.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

 

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