Nova luz sobre possível tratamento da leucemia linfoblástica aguda

Estudo publicado na revista “Cancer Cell”

29 novembro 2019
  |  Partilhar:
Investigadores da Universidade e do Hospital Pediátrico de Zurique descobriram um potencial alvo no combate à leucemia linfoblástica aguda, doença muito resistente e fatal que afeta crianças e jovens.
 
Este tipo de leucemia caracteriza-se por ser um cancro em que células malignas se formam no sangue em vez dos glóbulos brancos. Isto é causado por material genético em que dois cromossomas se unem e criam genes danificados que perturbam a normal produção de sangue.
 
Os investigadores focaram-se na proteína TCF3-HLF que só se forma nesta fusão dos cromossomas. Observou-se que esta proteína ativa uma série de genes no contexto e altura errados do processo de produção de sangue. Isto despoleta o aparecimento de glóbulos brancos malignos e a leucemia.
 
Yun Hang, autor principal do estudo, revela que esta proteína anormal está associada a quase 500 elementos regulatórios do material genético das células de leucemia humana, ativando centenas de genes por engano.
 
Porém, a equipa de investigadores descobriu ainda cerca de 100 proteínas que trabalham em conjunto com a TCF3-HLF e a ajudam a ativar os genes.
 
Depois de identificar 11 elementos críticos na formação de glóbulos brancos malignos, os cientistas analisaram uma, a EP300, que potencia a ativação genética.
 
Os investigadores decidiram experimentar uma nova substância, a A-485, conhecida por se juntar à EP300 e inibir a sua atividade. Quando esta nova substância foi administrada em ratos com células de leucemia humanas, as células malignas morreram.
 
Jean-Pierre Bourquin, investigador que liderou a equipa, conclui: “É, então, possível, em princípio, parar diretamente a força condutora fundamental por trás deste tipo de leucemia e desenvolver um tipo de terapia direcionada”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar