Fármaco espera aprovação da FDA
Uma nova forma de insulina inalável, com menos efeitos secundários que um fármaco do mesmo tipo entretanto retirado do mercado, poderá ser comercializada nos EUA já em 2010.
O primeiro pó comercializado de insulina de acção rápida para inalação, a Exubera, aprovado pelo FDA em 2006, foi retirado do mercado pelo laboratório responsável, a Pfizer, em Outubro de 2007, devido às baixas vendas. Com o fármaco já fora do mercado, um estudo associou a Exubera a um aumento do risco de cancro do pulmão, mas essa relação nunca foi comprovada.
Esta nova insulina inalável, desenvolvida pelo laboratório farmacêutico MannKind, mostrou ter menos efeitos secundários que a insulina da Pfizer, mas aguarda ainda a aprovação da FDA.
Segundo os pesquisadores, a Afrezza é mais rápida que as insulinas injectáveis, mantém o nível de açúcar no sangue mais próximo do normal e diminui o risco de hipoglicemia (níveis baixos de glucose no sangue).
Este novo fármaco usa uma tecnologia inovadora, denominada Technosphere, que permite que a insulina, sob a forma de pó seco, ao ser inalada se dissolva nos pulmões. As partículas passam para a corrente sanguínea e começam a actuar imediatamente. A acção da Afrezza alcança o seu pico entre 12 a 15 minutos depois da inalação, em vez dos 45 a 60 minutos que demorava a actuar o Exubera.
Esta acção ultra-rápida ajuda a manter os níveis de açúcar depois das refeições, um factor de vital importância para os diabéticos. Além disso, referem os cientistas, é menos provável que a Afrezza cause hipoglicemia. Actualmente, a única maneira de controlo da insulina é através de injecções ou de bomba de insulina.
Quanto aos efeitos secundários, o novo fármaco também pode ter um impacto sobre o funcionamento do pulmão. Apesar de, segundo os investigadores, os pulmões voltarem ao normal quando se interrompe a medicação, o laboratório ainda está a realizar testes em pessoas com problemas respiratórios, nomeadamente asma.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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