Nova geração de “stents” mais compatível com tecido biológico

Investigação da Universidade de Coimbra

06 abril 2009
  |  Partilhar:

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra criou uma solução que impede a reacção negativa do organismo à rede metálica colocada no interior de vasos sanguíneos obstruídos, o que pode conduzir ao desenvolvimento de uma nova geração de “stents” compatível com o tecido biológico. O novo produto foi testado com sucesso em animais.

 

Os “stents” são largamente utilizados em Cardiologia, mas o principal problema consiste na resposta do organismo ao material metálico, que, segundo estudos, provoca o crescimento anormal das células que constituem os vasos sanguíneos, originando um novo entupimento das artérias e obrigando à substituição do dispositivo.

 

Em entrevista à agência Lusa, a coordenadora do projecto, Ana Paula Piedade, explicou que o que foi feito foi “revestir o stent com um filme de espessura extremamente reduzida, que tem a particularidade de ser metálico junto ao stent mas que, na superfície, adquire propriedades mais compatíveis como o tecido biológico”.

 

Ao contrário do que se verifica com os actuais “stents”, “ao fim de 24 horas de implantação do dispositivo, as células que nos vasos sanguíneos estão em contacto com o sangue (células endoteliais) cobrem completamente a superfície e o sangue não reage de forma adversa”, explicou a investigadora.

 

Os resultados do estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, foram divulgados na Acta Biomaterialia e serão publicados no "Journal of Nanoscience and Nanotecnology".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.