Nova forma de combater o colesterol elevado

Estudo publicado na revista “Cell”

03 outubro 2012
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Investigadores americanos descobriram uma nova forma de combater os elevados níveis de colesterol, refere um estudo publicado na “Cell”.
 

Há muito que se presumia que a aterosclerose, a principal causa de doença cardiovascular e morte, era uma consequência da complicada interação entre um excesso de colesterol e a decorrente inflamação no coração e vasos sanguíneos.
 

Contudo, este novo estudo levado a cabo pelos investigadores da University of California, nos EUA, sugere que esta associação não é exatamente o que parece e que existe um percursor do colesterol que de facto até suprime os genes envolvidos na resposta inflamatória.
 

Os autores do estudo explicam que, nas paredes das artérias existem um tipo de células do sistema imunitário, os macrófagos, cuja principal função é ingerir outras células ou substâncias identificadas como perigosas ou que não fazem parte do organismo. Ao atuarem desta forma, os macrófagos ingerem o colesterol armazenado nas células, tendo assim desenvolvido formas eficazes de metabolizar o excesso de colesterol.
 

Contudo, alguns dos macrófagos não conseguem metabolizar o colesterol e este acumula-se sob a forma de gotas lipídicas. Este tipo de macrófagos produz moléculas que “chamam” outras moléculas do sistema imunitário que influenciam o início da resposta inflamatória.
 

Neste estudo, os investigadores liderados por Christopher Glass, tentaram perceber o motivo exato pelo qual a acumulação de colesterol conduzia à inflamação, e por que motivo alguns macrófagos não conseguiam desempenhar a sua função.
 

Assim, com base na utilização de modelos de ratinhos desenvolvidos para produzir grandes quantidades de macrófagos incapazes de metabolizar o colesterol, os investigadores fizeram duas descobertas inesperadas. Estas descobertas destroem as crenças anteriores relativamente ao modo como as lesões ateroscleróticas são formadas e como a aterosclerose pode ser tratada de uma forma mais eficaz.
 

O estudo apurou que, contrariamente ao pensado, este tipo de macrófagos suprimem a ativação de genes que promovem a inflamação. Por outro lado, foi também identificada a molécula que ajuda os macrófagos a controlar o equilíbrio do colesterol. Perante situações de abundância, estas células ativam vias celulares para metabolizar o colesterol e silenciam outras vias para a produção de colesterol.
 

A molécula em causa é o desmosterol, o percursor final da produção de colesterol que as células produzem e utilizam como componente das suas membranas.
 

Os autores do estudo concluem que esta molécula pode ser assim um novo e promissor alvo para a redução do risco da aterosclerose.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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