Nova ferramenta prevê resultado estético da cirurgia à mama

INESC Porto participa no seu desenvolvimento

20 setembro 2013
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O INESC Porto faz parte de um consórcio internacional que está a desenvolver uma ferramenta para prever o resultado estético das cirurgias ao cancro da mama, ajudando as mulheres a escolher entre as diferentes opções de tratamento.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que esta ferramenta denominada PICTURE (Patient Information Combined for the Assessment of Specific Surgical Outcomes in Breast Cancer), conta com a colaboração dos investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC Porto), da University Medical Center Leiden, na Holanda, da University College London e do King’s College London, no Reino Unido e a Philips, na Alemanha.
 

O objetivo é “desenvolver um protótipo de uma ferramenta que permita prever qual será o aspeto da mama depois de submetida a uma cirurgia conservadora”, referiu em comunicado o INESC.

 

“Para além de tranquilizar as pacientes acerca dos efeitos cosméticos a longo prazo da cirurgia, a ferramenta poderá ser usada para avaliar os resultados de diversas opções terapêuticas. Desta forma, poderá ser um importante contributo para as discussões entre médicos e pacientes relativamente à melhor opção de tratamento – clínica e esteticamente – para cada paciente”, explica.

 

A ferramenta “tem potencial para apoiar os cirurgiões na otimização de aspetos relacionados com a cirurgia, tais como o tamanho e localização da incisão, por forma a minimizar as alterações na aparência da mama”.
 

O INESC chama a atenção para o facto de a taxa de sobrevivência de 10 anos ao cancro da mama exceder, atualmente, os 80%, pelo que “os efeitos de uma intervenção cirúrgica na autoimagem desempenham um papel fundamental para a recuperação emocional e psicológica de uma mulher”.
 

Com as ferramentas desenvolvidas no âmbito do PICTURE, as pacientes terão um “papel mais consciente na decisão do processo terapêutico”, sentindo “mais controlo sobre o próprio tratamento, o que lhes transmitirá segurança e permitirá melhorar os resultados visuais”.
 

Atualmente “estima-se que, para 30% das mulheres submetidas a uma cirurgia conservadora, o resultado estético não é o desejado”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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