Nova estratégia terapêutica poderá tornar-se primeiro tratamento da doença de Machado-Joseph

Estudo liderado por investigador português

24 outubro 2008
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Investigadores da Universidade de Coimbra, juntamente com colegas suíços e franceses, demonstraram ser possível reverter os sintomas da doença de Machado-Joseph (DMJ), uma doença neurodegenerativa ainda sem tratamento, através de uma nova estratégia genética.
 

 

A nova abordagem que a equipa propõe poderá converter-se no primeiro tratamento desta doença, que tem forte incidência na ilha açoriana das Flores, permitindo maior eficácia, ausência de efeitos secundários e a identificação das regiões a tratar.
 

 

Num estudo publicado na semana passada na revista científica norte-americana PLoS One, os investigadores descrevem como conseguiram silenciar, num modelo animal, cópias mutadas de um gene, preservando a expressão do gene normal.
 

 

Em declarações à agência Lusa, Luís Pereira de Almeida, 41 anos, docente na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e líder da investigação, refere que o objectivo seguinte da sua equipa é "testar o sistema desenvolvido num modelo transgénico da DMJ em que a expressão da proteína mutante está presente na maior parte das células e regiões do sistema nervoso".
 

 

O investigador afirma esperar que este estudo permita validar a estratégia desenvolvida e desperte o interesse da indústria farmacêutica a trabalhar nesta área, para levar a terapia até à fase de ensaio clínico.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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