Nova estratégia de vacinação protege pacientes com cancro da gripe

Estudo dos investigadores do Centro de Cancro de Yale

10 dezembro 2015
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Investigadores norte-americanos desenvolveram uma estratégia de vacinação que reduz o risco de infeções pelo vírus da gripe nos pacientes com cancro que se encontram em risco elevado de contraírem este tipo de infeções, dá conta um estudo apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia.
 
Os pacientes com cancros que afetam o sistema imunológico, nomeadamente o mieloma múltiplo, são especialmente suscetíveis às infeções comuns, e a luta contra a gripe pode conduzir a complicações graves e mesmo à morte. Apesar destes pacientes com mieloma e outras doenças de células plasmáticas serem anualmente vacinados contra a gripe, alguns estudos têm demonstrado que uma única dose da vacina não conduz a uma resposta imunológica adequada.
 
Neste estudo os investigadores do Centro de Cancro de Yale, nos EUA, desenvolveram uma nova estratégia que implica a administração de uma vacina contra a gripe de dose elevada, seguida de um reforço um mês mais tarde. A vacina de dose elevada (Fluzone High-Dose) foi aprovada em 2009 pela agência norte-americana do medicamento (FDA, sigla em inglês) como uma dose única para os adultos com mais de 65 anos de idade.
 
A estratégia de reforço reduz a taxa de infeção pelo vírus da gripe nos pacientes com cancro em 6%, em comparação com a taxa esperada de 20%. De acordo com o primeiro autor do estudo, Andrew Branagan, esta estratégia também melhora a proteção contra todas as estirpes do vírus da gripe coberta pela vacina em 66% dos pacientes.
 
“A utilização de uma vacina da gripe já aprovada como um novo esquema de dosagem conduziu a resultados promissores para um grupo de pacientes com elevado risco de infeção”, revelou, em comunicado de imprensa, o investigador.
 
Andrew Branagan espera que estes resultados sejam confirmados num ensaio clínico aleatório de maiores dimensões que já está em curso em Yale ao longo da temporada de gripe de 2015-2016. “Acreditamos que esta estratégia pode beneficiar outras populações de pacientes com cancro”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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