Nova esperança para transplantados reduz mortalidade

Medicamento anti-rejeição para pacientes com transplantes de coração

31 agosto 2003
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Um motivo de esperança para pacientes com transplantes cardíacos poderá ser um novo medicamento que parece evitar ou reduzir um efeito secundário comum e mortal: o crescimento excessivo de células nas paredes dos vasos do novo coração. O problema é conhecido como síndrome da rejeição crónica, ou «doença do transplante».
 

 

Em pelo menos metade de todos os corações transplantados, as células musculares das paredes dos vasos sanguíneos proliferam, o que torna esses vasos mais estreitos, reduzindo o afluxo de sangue ao novo coração. O resultado é frequentemente a morte ou a rejeição do novo órgão.
 

O novo medicamento experimental, chamado everolimus, foi criado para tornar o sistema imunitário mais resistente de modo a que o novo órgão não seja rejeitado.
 

 

Se os resultados a longo prazo forem tão bons como os iniciais, relatados na edição de quinta-feira do New England Journal of Medicine, poderá tratar-se de uma descoberta tão importante como a do primeiro medicamento anti-rejeição, a ciclosporina - afirmou Clyde Yancy, porta-voz da Associação Americana do Coração (AHA).
 

 

Mas mesmo que o medicamento seja aprovado nos próximos dias pela Administração para a Alimentação e os Medicamentos dos EUA (FDA), os médicos demorarão anos a determinar se realmente funciona e é seguro, na opinião de Yancy e de outros especialistas em transplantes. «É uma descoberta muito excitante, mas deve ser recebida com optimismo cauteloso e não com entusiasmo desmedido», segundo Mandeep Mehra, membro da direcção da Sociedade Internacional para os Transplantes de Coração e Pulmões.
 

 

O estudo foi dirigido por Howard Eisen, da Faculdade de Medicina da Temple University, em Filadélfia, e financiado pela Novartis, produtora do medicamento.
 

 

As principais causas de morte entre os pacientes que vivem pelo menos cinco anos depois de receberem um transplante de coração são a síndrome da rejeição crónica ou cancro. Segundo os médicos, os medicamentos imuno-supressivos poderão ser a causa da elevada taxa de cancros.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

 

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