Nova esperança para a Alzheimer

Técnica de ressonância magnética capta indícios da doença antes dos primeiros sintomas

19 julho 2001
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Cientistas ingleses desenvolveram uma nova técnica capaz de detectar a Doença de Alzheimer antes do aparecimento dos sintomas.
 

 

Esta nova investigação poderá ajudar nos tratamentos, bem como nos diagnósticos precoces. O estudo comprovou que o cérebro começa a perder tecido, a um nível acelerado, cinco anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas.
 

 

A Doença de Alzheimer é um tipo específico de demência, a qual consiste numa perda progressiva das funções intelectuais como, por exemplo, a memória, e também das funções físicas.
 

 

Esta nova técnica poderá ajudar os médicos a monotorizar a progressão da doença nas suas fases iniciais. A detecção precoce da doença é extremamente útil, uma vez que poderão ser administrados medicamentos que impedem a evolução do problema.
 

 

A equipa do Hospital Nacional de Londres, Reino Unido, conseguiram elaborar este novo método utilizando uma nova técnica de captar imagens, ligeiramente diferente das tradicionais Imagens de Ressonância Magnética, denominada voxel-compression mapping.
 

 

Deste modo, os investigadores detectaram a degeneração das células cerebrais nas partes específicas do cérebro e nos primeiros sintomas da doença. A investigação, que foi apresentada na revista médica The Lancet, foi efectuada em quatro pacientes que possuíam antecedentes familiares com a doença.
 

 

Em 1907, o médico alemão Alois Alzheimer descreveu, pela primeira vez, esta patologia. As causas da doença estão relacionadas com mudanças nas terminações nervosas e células cerebrais que interferem nas funções cognitivas.
 

 

Algumas teorias tentam estabelecer quais seriam essas causas. Influência genética, vírus lento, proteínas anormais, desequilíbrio bioquímico, intoxicação por alumínio, perda na quantidade de sangue e oxigénio são algumas das causas apontadas em múltiplos estudos científicos.
 

 

A Doença de Alzheimer apresenta sintomas que podem variar de pessoa para pessoa. Afecta sobretudo pessoas com mais de 65 anos, embora seja também encontrada em faixas etárias mais jovens. É uma doença progressiva, degenerativa. Ainda não há cura ou prevenção para a Doença de Alzheimer.
 

 

Estimativas apontam para que entre oito a 15 por cento da população mundial, com mais de 65 anos, sofra desta doença.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte:BBC
 

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