Nova esperança na destruição de células tumorais

Estudo publicado na “Science”

09 setembro 2010
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Investigadores americanos desenvolveram uma nova forma de destruir células cancerígenas, revela um estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

A maioria dos agentes quimioterápicos tem como alvo células que se dividem rapidamente, pois a divisão descontrolada das células é uma característica das células tumorais. Contudo, esta é também uma propriedade de outras células saudáveis do organismo, como células da medula óssea do aparelho digestivo e dos folículos pilosos.

 

De acordo com os autores do estudo, para evitar os efeitos secundários dos tratamentos quimioterápicos convencionais deveriam ser desenvolvidas moléculas que distinguissem as células tumorais das saudáveis, antes da sua destruição, de modo a que as últimas não sejam eliminadas pelo tratamento.

 

Partindo desta ideia os investigadores do California Institute of Technology, nos EUA, desenharam moléculas de RNA complementares a sequências específicas de RNA apenas presentes nas células cancerígenas. Nas células humanas saudáveis, o RNA apresenta-se sob a forma de cadeia simples. Assim, quando há emparelhamento das moléculas de RNA com o RNA das células cancerígenas, há formação de uma cadeia dupla de RNA que é reconhecida por uma proteína, envolvida na resposta imune, que por sua vez despoleta um mecanismo de auto-destruição das células cancerígenas.

 

Os investigadores, liderados por Niles Pierce, constataram que a utilização destas pequenas moléculas de RNA conduziu a uma diminuição de cerca de 20 a 100 vezes no número de células cancerígenas, não havendo uma redução mensurável no número das células saudáveis.

 

De acordo com os autores do estudo, estas pequenas moléculas de RNA poderão ser um dia utilizadas como ferramentas de diagnóstico e tratamento do cancro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

Dúvida: Diferença de RNA

Surgiu-me uma questão que alguém me poderá responder se tiver conhecimento do artigo. Pelo que percebo da notícia o objectivo é criar cadeias duplas de RNA que posteriormente serão reconhecidas pela tal "proteína envolvida na resposta imune" de modo a que se inicie um processo de auto-destruição das células cancerígenas. A minha dúvida é, em que ponto, é que o RNA das células cancerígenas é diferente das células normais (nomeadamente das células que possuem altas taxas de replicação como as exemplificadas no texto).
Obrigado desde já por eventuais respostas.

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