Nova esperança de vacina terapêutica contra a sida
25 dezembro 2002
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Uma equipa de investigadores franceses e chineses conseguiu parar a progressão do vírus da sida entre os macacos infectados com a sua própria forma da doença, o SIV (vírus da imunodeficiência símia).
 

 

Os trabalhos do biólogo Louis Wei Lu e dos seus colaboradores vão ser publicados na edição de Janeiro da revista Nature Medicine.
 

 

Num artigo de opinião que acompanha o estudo, a revista saúda "esta nova esperança no desenvolvimento de vacinas terapêuticas capazes de evitar o sofrimento e prolongar a vida dos doentes".
 

 

Ao contrário das vacinas preventivas, destinadas a impedir a entrada de um vírus no organismo, as vacinas terapêuticas visam deter ou abrandar a progressão dos vírus já instalados.
 

 

Wei Lu, do Instituto de investigação sobre vacinas e imunoterapia de cancros e sida de Paris, tratou dez macacos recorrendo simultaneamente a células dendríticas (presentes na superfície do muco e da pele e encarregadas de capturar os agentes patogénicos) retiradas de animais recentemente infectados e a uma forma artificialmente desactivada do vírus da sida do macaco.
 

 

Esta desactivação conserva a sua aparência de vírus mas impede-o de se multiplicar.
 

 

Colocado na presença das células dendríticas, o vírus inactivo invade-as mas é incapaz de se reproduzir.
 

 

As células dendríticas são responsáveis por alertar o sistema imunitário para a presença de material indesejado no organismo, apresentando pequenas porções de células tumorais (antígenos) na sua superfície.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

 

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