Nova esperança contra cancro nos ovários

Investigadores obtêm resultados encorajadores em tratamento pioneiro

26 janeiro 2006
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Uma equipa de especialistas norte-americana alcançou "um grande progresso" com um novo tratamento do cancro avançado dos ovários que poderá prolongar a vida das pacientes em mais 16 meses, indica um estudo publicado no New England Journal of Medicine.
 

 

A nova terapia, que consiste na injecção de medicamentos anti-cancerosos directamente no abdómen das pacientes, é a "primeira grande descoberta numa década" contra um dos cancros mais mortais nas mulheres, afirmaram os cientistas.
 

 

O estudo, dirigido por Deborah Armstrong, do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center (Maryland), EUA, comparou este novo tratamento com o de quimioterapia intravenosa convencional em 415 mulheres. Todas foram submetidas a uma intervenção cirúrgica para retirar os tumores, mas, devido à dificuldade da sua extracção, muitas vezes ficam no abdómen células cancerosas.
 

 

Metade do grupo de mulheres recebeu quimioterapia tradicional por via endovenosa com Cisplatina e Taxol, enquanto que a outra metade foi tratada com a administração intravenosa de Taxol e depois com a injecção no abdómen de altas doses de Cisplatina e Taxol através de um cateter. A duração média de sobrevivência do grupo tratado apenas com quimioterapia intravenosa foi de quatro anos e dois meses, enquanto que a das pacientes submetidas a quimioterapia directamente no abdómen foi de cinco anos e meio.
 

 

No entanto, segundo os investigadores, só 42 por cento destas mulheres conseguiram suportar os seis ciclos de quimioterapia abdominal.
 

 

MNI- Médicos Na Internet
 

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