«Nova era» da terapia cardiovascular

Tratamento minimiza consequências de ataques cardíacos

01 setembro 2003
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A injecção de células estaminais de medula óssea em corações que sofreram um ataque permitiu minimizar a consequente insuficiência cardíaca, revelou segunda-feira, em Viena, um investigador que classificou estes resultados como a «nova era» da terapia cardiovascular.
 

 

Hans Fernando Rocha Dohmann apresentou os resultados de um estudo sobre células estaminais no combate aos efeitos dos ataques cardíacos no decorrer dos trabalhos do 25º Congresso Anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, que decorre em Viena até quarta-feira.
 

 

Segundo anunciou o investigador perante uma audiência de centenas de médicos, o estudo realizado nesta área demonstrou que «a injecção de células estaminais em corações que sofreram ataques é possível e segura, mesmo para pacientes muito doentes».
 

 

Os resultados sugerem que há uma forte e potencial habilidade destas células para regenerar as artérias do coração (artérias coronárias) e que a sua regeneração reforça a função mecânica do coração, resolvendo em parte a condição destes pacientes que sofreram ataques cardíacos.
 

 

Este estudo foi desenvolvido no Hospital Pro- Cardíaco, no Rio de Janeiro, numa parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Instituto do Coração do Texas.
 

 

Os modelos experimentais foram desenvolvidos pela Universidade Federal e o sistema de injecção (das células) no coração utilizado foi desenvolvido por um laboratório.
 

 

Participaram na investigação 21 doentes com doença coronária estável, a qual é responsável por danos significativos no músculo do coração que se caracterizam por uma insuficiência cardíaca.
 

 

As células em questão foram transplantadas para o músculo cardíaco com o objectivo de criar novas pequenas artérias no coração, o que iria tornar possível um melhor fornecimento do sangue no músculo afectado pela doença.
 

 

O resultado foi, segundo o investigador, muito positivo, já que se observou um melhor fornecimento de sangue - em mais de 40 por cento - , o que permitiu o melhoramento da função mecânica do coração.
 

 

Fonte: Lusa
 

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