Nova descoberta com fármaco poderá travar cancro do cérebro

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

26 novembro 2018
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Uma equipa de investigadores poderá ter encontrado uma solução para travar a evolução do glioblastoma, a forma de cancro do cérebro mais fatal, com um novo método de tratamento e fármaco, indicou um estudo.
 
Os tecidos no nosso corpo são maioritariamente constituídos por líquido. O líquido movimenta-se à volta das células e é fundamental para uma função normal do organismo. 
 
No entanto, em certos casos, poderá não ser bem assim.
 
Nos doentes com glioblastoma, este fluído, denominado intersticial, fica com uma pressão maior, o que o faz circular mais rapidamente, forçando as células cancerígenas a espalharem-se. 
 
Os investigadores da Faculdade de Engenharia do Instituto Tecnológico da Virgínia, EUA, liderados por Jennifer Munson, analisaram, em ratinhos de laboratório, o efeito de um método de tratamento do cancro, conhecido como “entrega por convecção reforçada” (que consiste em aplicar o fármaco diretamente no tumor), sobre a invasão das células gliais para o resto do cérebro. 
 
A equipa descobriu que, ao usarem um fármaco conhecido como AMD3100, era possível bloquear a rapidez de circulação do fluído intersticial e, assim, a invasão das células cancerígenas. O fármaco AMD3100 já é usado no contexto clínico.  
 
Segundo Chase Cornelison, autor principal do estudo, este achado poderá eventualmente impedir que o glioblastoma se espalhe para o resto do cérebro. 
 
“Tenho esperança, considerando que o fármaco que usámos para bloquear a estimulação do fluxo é usado atualmente em pacientes, que os médicos, quando considerarem usar a entrega por convecção reforçada, talvez a combinem com este fármaco”, comentou o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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