Nova abordagem pode conduzir à cura de várias doenças

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

12 dezembro 2013
  |  Partilhar:

Investigadores americanos acreditam ter encontrado uma técnica revolucionária que poderá ser capaz de curar várias doenças, desde as cataratas à doença de Alzheimer, causadas por proteínas com uma conformação incorreta, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

As proteínas com conformação incorreta causada por mutações genéticas, conseguem manter a sua função, mas dado não se encontrarem no local correto dentro da célula, não funcionam corretamente e causam determinadas doença.
 

Os investigadores da Universidade de Oregon Health & Science, nos EUA, descobriram uma forma de utilizar pequenas moléculas que entram nas células, consertam a conformação das proteínas e permitem que estas se movam para o local correto e voltem a funcionar de forma adequada.
 

Após terem testado com sucesso este tipo de abordagem em ratinhos, os investigadores acreditam que este mesmo conceito pode ser aplicado para curar muitas doenças humanas que são causadas pela conformação incorreta de determinadas proteínas.
 

“A capacidade destes fármacos salvarem as proteínas, devolvendo a sua funcionalidade, pode ajudar a curar inúmeras doenças. Os fármacos que tenham por alvo a regulação do tráfico das moléculas dentro das células pode ser uma forma completamente nova de tratar as doenças”, referiu, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, P. Michael Conn.
 

O estudo refere que as proteínas têm de adquirir uma conformação tridimensional precisa para funcionarem corretamente. Antes de se ter descoberto que as proteínas poderiam adquirir conformações incorretas, os cientistas acreditavam que as proteínas que eram inativas eram intrinsecamente não funcionais. Contudo, este e outros estudos apuraram que o “sistema de controlo de qualidade” das células, colocam estas proteínas nos locais errados, impedindo que estas funcionem adequadamente, apenas devido à sua localização.
 

“Esperamos que estes estudos alteram a forma como as companhias farmacêuticas analisam os fármacos, um vez que os procedimentos de rastreio deixaram certamente passar muitos fármacos como os que foram apontados neste estudo”, referiu o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.